Lindbergh denuncia três crimes de Flávio Bolsonaro e demonstra apoio a Fachin (vídeo)
Por Leonardo Lucena — Brasil 247
247 – O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) denunciou nesta sexta-feira (11) três possíveis crimes do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no escândalo do filme Dark Horse, retrato biográfico de Jair Bolsonaro (PL).
Em post na rede social X, o parlamentar do PT demonstrou apoio ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, após o magistrado dar um prazo de 24 horas para o ministro André Mendonça retirar todo o sigilo da investigação do caso do Banco Master, do ex-controlador Daniel Vorcaro, que está preso por envolvimento em um esquema bilionário de fraudes financeiras.
“Acabou a blindagem pro Flávio Bolsonaro e o Dark Horse”, afirmou Lindbergh. “Agora tudo vai aparecer e a sociedade vai saber quem é o candidato investigado por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Flávio se complica. Grande dia”, acrescentou.
URGENTE! Fachin determina que André Mendonça derrube o sigilo de todo Caso Master em 24h. Acabou a blindagem pro Flávio Bolsonaro e o Dark Horse. Agora tudo vai aparecer e a sociedade vai saber quem é o candidato investigado por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.… pic.twitter.com/Titgpu4Z7X
— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) September 11, 2026
Dark Horse
Ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro tinha repassado cerca de R$ 61 milhões para ajudar na produção do filme. E relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) também divergem de algumas declarações do senador Flávio Bolsonaro.
O parlamentar da extrema direita havia dito que Vorcaro interrompeu os pagamentos para o filme, em maio de 2025. Em 16 de setembro de 2025, o ex-banqueiro transferiu US$ 1.666.667 para o Havengate Development Fund (EUA), apontado como o fundo que centralizava o dinheiro destinado à produção do longa. A informação foi revelada pela revista Piauí.
Com o novo aporte, o volume de recursos vinculados a Vorcaro na produção teria subido de US$ 10,6 milhões para US$ 12,3 milhões. Pelo câmbio da época, a soma superava R$ 65 milhões. A apuração ainda busca esclarecer a existência de outra transferência, estimada em cerca de US$ 1,6 milhão. Caso esse repasse seja comprovado, o total destinado ao filme poderá chegar a aproximadamente R$ 72 milhões.
Guerra dentro do STF
Nesta sexta (11), Moraes também pediu a Fachin para o plenário do Supremo fazer o julgamento da conduta de Mendonça na próxima semana e derrubar o sigilo de todos os procedimentos relacionados às investigações que envolvem a conduta do ministro André Mendonça.
No documento endereçado a Fachin, Moraes acusou Mendonça de atuar como parte “diretamente interessada” e de aparelhar uma liberação seletiva de dados que escondeu ao menos 180 documentos processuais.
O clima esquentou no Supremo nos últimos dias. O presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu a determinação do ministro André Mendonça pelo afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e de Leandro Almada da chefia da Diretoria de Inteligência Policial da corporação. O magistrado disse que era necessário apurar relatórios da PF enviados a Moraes. Já o ministro Flávio Dino determinou a recondução dos dois dirigentes à PF.
Com a decisão de Fachin, nesta quarta (9), as determinações anunciadas pelos ministros Flávio Dino e André Mendonça foram derrubadas.
No começo do mês, André Mendonça retirou o sigilo de alguns materiais produzidos pela PF sobre a troca de mensagens entre Moraes e Vorcaro. Entre os documentos havia registros de um contrato de R$ 131 milhões firmado pelo Master com o escritório Barci de Moraes, que pertence à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes.
O material citou cartões de crédito do banco de Vorcaro emitidos para filhos do ministro, com limites que chegariam a R$ 300 mil. A solicitação teria partido do administrador do escritório Barci de Moraes e seguido diretamente para Vorcaro.
Em seguida, Moraes reagiu e enviou a Fachin alguns relatórios da PF que teriam indicado “fortes indícios” de irregularidades atribuídas a Mendonça na condução das operações Sem Desconto e Compliance Zero.
A disputa avançou no STF. Mendonça encaminhou a Fachin um pedido de afastamento de Alexandre de Moraes.
O ministro André Mendonça chegou ao STF após indicação de Jair Bolsonaro. Alexandre de Moraes teve atuação relevante nos últimos anos em investigações sobre ações golpistas que resultaram na condenação de Jair Bolsonaro e de vários aliados.
Fonte: Brasil 247