ANS aprova mamografia digital sem restrição de idade e de gênero
A Gazeta

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A partir de 1º de outubro, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama, a cobertura do exame será ampliada a todas as pessoas que necessitem da tecnologia, independentemente da faixa etária e do gênero, conforme prescrição médica.
De 2016 até então, o procedimento era obrigatório para mulheres com idade entre 40 e 69 anos. Fora da faixa e do gênero, o plano de saúde podia negar a cobertura.
Agora, a decisão sobre o uso da mamografia digital passa a ser centrada na avaliação clínica e indicação, garantindo o acesso ao procedimento para o rastreamento, diagnóstico e acompanhamento do tratamento do câncer de mama.
A iniciativa partiu da própria ANS, após discussões na Cosaúde (Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar).
A proposta foi aprovada pela comissão técnica e pela diretoria colegiada da agência e, em seguida, submetida à consulta pública para a contribuição da sociedade civil, entidades médicas e operadoras de saúde.
Após análise das contribuições, a norma foi aprovada em 3 de setembro de 2026.
A mamografia digital já é padrão no SUS (Sistema Único de Saúde). Ao contrário do método tradicional, que depende de filmes radiográficos, a versão digital capta as imagens por meio de sensores eletrônicos instantâneos. Na prática, o exame digital oferece resultados mais detalhados, expõe a paciente a menos radiação e reduz o desconforto na hora de comprimir a mama.
Segundo projeções do Inca (Instituto Nacional de Câncer) para o triênio 20262028, o Brasil deve registrar mais de 78.600 novos casos de câncer de mama por ano, e 21 mil mortes.
A doença continua sendo o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres no país (excluindo o de pele não melanoma) e a principal causa de morte por câncer no público feminino.
Em homens, o câncer de mama representa cerca de 1% dos casos, segundo o Ministério da Saúde.
Sinais e sintomas de alerta
– Qualquer nódulo mamário em mulheres com mais de 50 anos.
– Nódulo mamário em mulheres com mais de 30 anos, que persiste por mais de um ciclo menstrual.
– Nódulo mamário de consistência endurecida e fixo ou que cresce, em mulheres adultas de qualquer idade.
– Secreção com sangue de um único mamilo.
– Mudança no formato do seio e retração na pele da mama.
– Ferida ou irritação na pele do bico do seio que parece uma alergia ou micose, e que não melhora com pomadas comuns.
– Homens com mais de 50 anos com caroço em apenas uma das mamas.
– Ínguas ou caroços na axila.
– Aumento progressivo do tamanho da mama com a presença de sinais de edema, como pele com aspecto de casca de laranja.
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Fonte: A Gazeta