Flávio Dino retira sigilo sobre caso Dark Horse e proíbe Frias de sair do país

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Por RedaçãoEsquerda Diário

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Flávio Dino manda quebrar sigilo da investigação da PF sobre uso de dinheiro público para produção do filme Dark Horse, com uso de emendas parlamentares do deputado federal do PL, Mário Frias.

Já não é mais novidade que Vorcaro, dono do Master, teria sido parte de financiar o filme Dark Horse, longa cinebiográfico de Jair Bolsonaro. Agora, no entanto, surgem suspeitas de uso de dinheiro público enviado à produção do filme pelo deputado federal, Mário Frias, do PL.

Uma emenda de 1 milhão de reais, de Mário Frias, teria sido destinada ao ICB (Instituto Conhecer Brasil) para um programa de empreendedorismo, que nunca saiu do papel. O que levantou suspeitas de que o dinheiro estaria, na verdade, sendo utilizado na produção do filme. Mário Frias era próximo da família Bolsonaro e produtor-executivo e roteirista do filme.

Além disso, a Polícia Federal, que conduz a investigação, também apontou que Mário Frias, transferiu 645,4 mil para a produtora do filme. Um valor que, segundo a Polícia Federal, é incompatível com a renda do deputado.

Por esses motivo, Flávio Dino, ministro do STF, retirou de sigilo sobre as investigações do caso Dark Horse e determinou medidas cautelares para impedir Mário Frias de sair do país. A medida também se aplica a outros investigados, os quais, além de proibidos de irem para o exterior, estão impedidos de conversarem entre si.

Flávio Dino argumenta sua decisão dizendo: “Elementos colhidos apontam risco concreto de alinhamento de versões, combinação de depoimentos, ocultação ou destruição de provas e interferência na colheita dos elementos probatórios ainda pendentes de arrecadação”.

A quebra de sigilo sobre as investigações da Polícia Federal mostra mais uma vez a decadência do atual regime político, uma vez que ocorre em meio a uma crise histórica do STF, em que os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli estão sendo suspeitos de envolvimento no caso do Banco Master após um vazamento feito por André Mendonça, ministro escolhido a dedo pelo bolsonarismo. O que demonstra que o judiciário está metido até o topo com os interesses do empresariado e do capital financeiro, inclusive para aprovar reformas como a da Previdência e a Trabalhista, como durante o governo de Temer. Não se tratando de um indivíduo ou outro que ocupa uma cadeira no STF, mas sim que a instituição é um verdadeiro balcão de negócios da burguesia.

A saída para a crise que se abre não se resume às eleições, mas coloca a necessidade de refletir mais profundamente sobre o decante regime político atual que precisa ser superado, através da força social da classe trabalhadora, colocando à frente os reais interesses da classe trabalhadora, por meio de uma Assembleia Constituinte livre e soberana, para que a população possa discutir sobre os fundamentos políticos, sociais e econômicos do país.

Foto: Divulgação/Bruno Spada /Câmara dos Deputados

Fonte: Esquerda Diário

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