Cai outra mentira de Flávio: PF aponta dinheiro público desviado para filme de Jair Bolsonaro
Por Hora do Povo — Hora do Povo
Senador mentiu dizendo que dinheiro do filme era todo privado. Vorcaro roubou dinheiro público e repassou a Flávio. Agora a PF descobriu que até emenda parlamentar entrou no escândalo
A operação deflagrada nesta quinta-feira (10) pela Polícia Federal, com autorização do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), está na cola de dinheiro público desviado pelo esquema bolsonarista do filme Dark Horse.
Cerca de R$ 750 mil que foram repassados à produtora do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tiveram origem em dinheiro público de emendas parlamentares do deputado Mário Frias (PL-SP). A afirmação é da PF que está investigando o caso.
Se os R$ 65 milhões que Flávio Bolsonaro pegou diretamente com Daniel Vorcaro já tinham origem pública, pelo fato do banqueiro ter dado um golpe em servidores e aposentados, além do BRB, agora, com a emenda parlamentar de Mário Frias, o escândalo Flávio/Banco Master ficou ainda mais grave.
Flávio Bolsonaro mentiu também sobre as parcelas pagas pelo banqueiro. Disse que a última tinha sido em maio de 2025, mas, agora, foi confirmado que em setembro de 2025 o banqueiro Daniel Vorcaro transferiu mais R$ 8,5milhões para Flávio através da empresa Entre. O dono da empresa, conhecido como “Mineiro” assinou uma colaboração premiada com o ministério público e confirmou as informações.
Mas, a mentira maior do candidato fascista é a de que não havia nenhum dinheiro público envolvido na transação para viabilizar o filme de propaganda de seu pai. Foram bilhões roubados pelo dono do Banco Master. Só o BRB teve um rombo de R$ 5 bilhões. E quem está sendo chamado a cobrir este rombo é o contribuinte. Foi dinheiro público roubado que foi transferido para Flávio Bolsonaro.
Reportagem da Folha de S. Paulo desta quinta-feira (10) mostra que a apuração sobre o dinheiro público roubado teve como base movimentações financeiras do ICB (Instituto Conhecer Brasil), ONG presidida por Karina Gama, que também é dona da Go Up Entertainment, empresa que produziu o filme. Duas empresas receberam R$ 700 mil do ICB entre fevereiro e março de 2025. Entre novembro e dezembro, a NTT Brasil, do mesmo grupo, repassou R$ 750 mil à produtora.
Flávio Bolsonaro não é investigado neste inquérito, mas sim em outra apuração sobre o “Dark Horse” que está sob relatoria de André Mendonça. Mendonça tem acobertado os crimes de Flávio. A sociedade brasileira está exigindo que a investigação seja aberta imediatamente.
A PF afirma no pedido que embasou a decisão de Dino que “os elementos disponíveis não permitem afirmar” que os R$ 750 mil tenham “origem direta” nos valores recebidos do instituto, mas aponta a coincidência entre os montantes e as datas.
A decisão também registra que a Go Up pagou no período de filmagens, entre 20 de outubro e 7 de dezembro de 2025, R$ 906,7 mil a um hotel e outros R$ 653 mil a uma empresa de alimentação. A PF faz uma correlação dos pagamentos com o dinheiro recebido e diz que “tais fatos chamam a atenção porque a Go Up Entertainment é a empresa responsável pelo filme Dark Horse.
“Chama a atenção a coincidência temporal das gravações com o período da referida comunicação, bem como a natureza das despesas, que envolvem hotel de alto padrão e refeições, além de despesas com produtoras”, diz a decisão.
A investigação usou dados de relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) para basear a operação. Um trecho diz que Frias enviou R$ 645,4 mil à Go Up em menos de 60 dias, valor que a PF considera incompatível com rendimentos mensais de um deputado federal, de cerca de R$ 44 mil.
A operação desta quinta cumpriu 49 mandados de busca e apreensão. Segundo a PF, a operação intitulada Make Up tem o objetivo de “apurar suposto desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares repassadas, por meio de termo de fomento, a organização da sociedade civil”.
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Fonte: Hora do Povo