Augusto Cury indica que pode apoiar Flávio Bolsonaro no segundo turno

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Por Gabriel AndradeCarta Capital

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DIRETO DA REDAÇÃO: Dino destrava investigação sobre ‘Dark Horse’ no STF

Para ter o endosso, entretanto, o candidato do Avante diz que o filho de Jair Bolsonaro precisaria provar que ‘não tem corrupção’ no financiamento do filme Dark Horse

O presidenciável do Avante, Augusto Cury, indicou nesta quinta-feira 10 que pode apoiar Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno do filho de Jair Bolsonaro (PL) contra Lula (PT). Para isso acontecer, segundo Cury, Flávio precisa provar que “não tem corrupção” no financiamento do filme Dark Horse.

“Em relação ao Flávio, ele tem que provar que não tem corrupção. Ele tem que provar para onde foi o dinheiro do ‘Dark Horse’. Ele tem que pegar o meu plano de governo e, num cartório, assinar que vai executá-lo. Se ele fizer isso, as pessoas que me seguem estão liberadas para votar nele”, afirmou em uma agenda em São Paulo.

Cury está, na maior parte das pesquisas de intenção de voto, em terceiro lugar na corrida pelo Palácio do Planalto. A última AtlasIntel mostra o escritor com 6,6%. Lula lidera com 43%, contra 37,4% de Flávio.

A declaração do psiquiatra acontece no mesmo dia que a Polícia Federal realizou a operação “Make Up”, que investiga um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares para o financiamento da cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos estão a proprietária da produtora Go Up, Karina Gama, e o deputado federal Mario Frias (PL-SP).

O caso tramita sob a relatoria do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. A investigação apontou que um grupo composto por agentes públicos e privados desviou verbas destinadas a uma organização da sociedade civil.

Esse dinheiro foi repassado para empresas contratadas de forma irregular, sem a devida confirmação de que os trabalhos foram realizados.

De acordo com a PF, as movimentações financeiras ligadas aos suspeitos somam milhões de reais, e as manobras para esconder o esquema seguiram acontecendo até julho deste ano.


Gabriel Andrade

Editor do site de CartaCapital

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Fonte: Carta Capital

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