Defesa de Cilia Flores alega risco cardíaco e pede prisão domiciliar nos EUA
Por Aquiles Lins — Brasil 247
247 – A defesa de Cilia Flores, mulher de Nicolás Maduro, pediu à Justiça dos Estados Unidos que ela deixe a prisão e passe a cumprir prisão domiciliar por razões médicas. Aos 69 anos, Cilia enfrenta problemas cardíacos e, segundo seus advogados, necessita de cuidados que não estariam disponíveis de forma adequada na unidade de detenção onde está presa no Brooklyn, em Nova York.
As informações foram publicadas por agências internacionais de notícias nesta quinta-feira (10). De acordo com a defesa, Cilia utiliza diversos medicamentos e deixou de receber, desde que foi presa, uma injeção mensal destinada ao controle de um prolapso da válvula mitral.
O advogado Donnelly sustenta ainda que as condições da unidade prisional são inadequadas para os cuidados necessários após um procedimento cardíaco. “O centro de detenção não tem as condições necessárias para a recuperação [após o cateterismo]”, afirmou.
Episódio de pressão no peito preocupa defesa
Os advogados relataram que Cilia sofreu, em julho, um episódio de aproximadamente 30 minutos de forte pressão no peito acompanhado de falta de ar. Médicos externos e integrantes da defesa avaliam a possibilidade de que ela tenha sofrido um infarto leve.
Não há, entretanto, exames laboratoriais ou prontuário médico registrados na ocasião que confirmem a hipótese. A defesa também afirma que Cilia “sofre de sensação persistente de atordoamento, tontura e falta de ar”.
O pedido de prisão domiciliar ocorre enquanto Cilia permanece detida com Maduro, de 63 anos, em uma unidade no Brooklyn. O casal está preso desde janeiro, após ser capturado por forças dos Estados Unidos em sua residência, em Caracas, e levado para Nova York.
Julgamento está previsto para 2027
Cilia e Maduro, sequestrados pelos Estados Unidos em janeiro, respondem na Justiça estadunidense a acusações de conspiração para importar cocaína e de posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos. Maduro também é acusado de conspiração por narcoterrorismo.
Os dois negam todas as acusações. As defesas também solicitaram o arquivamento do processo sob o argumento de que Maduro teria imunidade por ter sido líder de um país estrangeiro.
O julgamento está previsto para junho de 2027. Caso sejam considerados culpados, Cilia e Maduro podem receber penas de prisão perpétua.
Fonte: Brasil 247