“Plano de Segurança” de Flávio é espalhar milícias por todo o país

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Por Hora do PovoHora do Povo

Flávio defende abertamente as milícias. O que ele quer é levar milícias para todo país. Além disso, indicou secretários para o governo do Rio que foram presos por ligações com o comando Vermelho

A candidatura de Flávio Bolsonaro é uma aberração por si mesma. Não é admissível um criminoso, que foi flagrado tramando com o dono do Banco Master e embolsando R$ 65 milhões roubados da população pelo banco, conseguir o direito de disputar uma eleição.

Mas, aberração maior ainda é o candidato aparecer na TV, como fez esta semana, e prometer segurança para os brasileiros. Todos no Rio de Janeiro sabem que ele sempre foi um defensor ferrenho das milícias, dos grupos de extermínio e das facções criminosas (veja vídeo abaixo).

Flávio homenageou com a medalha Tiradentes (maior honraria do Rio de janeiro) um assassino profissional, Adriano da Nóbrega, que chefiava milícias e comandava o Escritório do Crime, uma espécie de central de assassinatos das milícias do Rio de Janeiro. Este escritório matou, entre outros, a vereadora Marielle Franco.

Reprodução

Ele fala em segurança pública mas, segurança, para ele, é espalhar milícias e grupos de extermínio por todo o Brasil. É isto o que ele sempre defendeu. O resto é demagogia. Ele diz que vai reduzir o tamanho do Estado e, por consequência, vai empobrecer as polícias. O resultado do enfraquecimento das polícias será o crescimento das milícias em todo o país.

Sim, porque o “tesouraço” que ele está prometendo que vai fazer são cortes de verbas para Segurança, Educação, Saúde, Ciência e Tecnologia, etc. Impostos são recursos que vão para os serviços da sociedade. Quando ele anuncia cortes de impostos para os ricos, como ele está fazendo, o que ele está prometendo na verdade são cortes de verbas para Segurança, Educação, e outros serviços.

Ele não quer saber de polícia forte, de policiais bem remunerados porque a bandidagem e a corrução são marcas registradas de Flávio Bolsonaro. Desde seu famoso esquema de rachadinha, ele sempre roubou dinheiro público. Depois ele foi escalando. Foi assim que ele comprou uma mansão de R$ 6 milhões em Brasília sem nunca ter trabalhado.

Flávio nunca trabalhou. Ele começou com 19 anos como funcionário fantasma no gabinete do pai e depois empregou em seu gabinete, quando foi deputado estadual, também como fantasmas, a mãe e a mulher do chefe de uma das milícias mais perigosas do Rio, Adriano da Nóbrega, da milícia de Rio das Pedras.

A mãe a mulher do assassino eram fantasmas no esquema da rachadinha que ele montou também em seu gabinete na Alerj. É esse marginal que quer ser presidente da República. O Brasil está alerta a esse risco. O que ele quer mesmo é levar as milícias para o centro do poder com ele. Suas promessas de segurança, portanto, são mentirosas e demagógicas. Ele é intimamente ligado à bandidagem e à corrupção.

Basta ver quem são seus aliados políticos no Rio de Janeiro. O ex-governador Cláudio Castro, foi cassado por corrupção e formação de quadrilha. Rodrigo Bacellar ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio. O preferido de Flávio para substituir Castro, como candidato a governador. Pois bem, Rodrigo Bacellar está preso por ligações com o Comando Vermelho. Dois secretários de Estado indicados por Flávio para o governo Cláudio Castro, Alessandro Pitombeira Carracena, secretário estadual de Esporte e Lazer, e Gutemberg Fonseca, secretário de Defesa do Consumidor, também estão presos por trabalharem para o Comando Vermelho.

Como pode uma pessoa que defende milícias, como Flávio, e que tem como seus principais aliados políticos pessoas presas por atuarem em conluio com o Comando vermelho, oferecer segurança de verdade para a população. É pura demagogia. O que ele pretende de verdade é entregar mais territórios em todo o Brasil para as milícias, que ele tanto defende. E mais, se o espelho for o Rio, de onde ele vem, o que ele pretende de verdade é governar para as milícias e os seus aliados do Comando Vermelho.

O Brasil não quer um criminoso no Planalto. O país exige que o crime milionário envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro seja imediatamente investigado e não continue sendo abafado e escondido pelo ministro bolsonarista do STF, André Mendonça.

Este ministro sentou em cima da investigação deste crime de Flávio. Ele está protegendo um criminoso. O inquérito não anda sobre o escândalo do Master. Mendonça não investiga e ainda por cima resolveu atacar a Polícia Federal, a mesma PF que prendeu o banqueiro Daniel Vorcaro pela maior fraude bancária da história do Brasil.

Não podia ser mais escandalosa a decisão que o ministro tomou de destituir o chefe da Polícia Federal, uma das instituições mais respeitadas do Brasil. É no mínimo um cinismo ele acobertar Flávio e atacar os delegados que desbarataram a quadrilha do Banco Master e os ladrões do INSS.

Mendonça acobertou Flávio e atacou também o filho do presidente Lula, o ministro Alexandre de Moraes e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Uma operação para tirar o foco do escândalo de cima de Flávio. O candidato fascista recebeu R$ 65 milhões das mãos do dono do Banco Master, que está preso após uma fraude bancária que deu um prejuízo de R$ 50 bilhões no país. É este crime que Mendonça está abafando e protegendo os criminosos. O Brasil não aceita mais os acobertamentos de Mendonça a Flávio Bolsonaro.

SÉRGIO CRUZ

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Fonte: Hora do Povo

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