Presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, entrega Medalha da Amizade ao MST
Por Gabriel Vera Lopes — Brasil de Fato
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“Eles estão aqui porque o amor não entende de fronteiras, porque a Revolução não entende de passaportes, porque a amizade verdadeira, aquela que o companheiro forja nas batalhas compartilhadas, não se negocia nem se decreta: conquista-se com fatos, com suor e com entrega.”
Ao pronunciar essas palavras, o Herói da República de Cuba e diretor do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (Icap), Fernando González Llort, deu início ao ato de entrega da Medalha da Amizade ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
A distinção foi entregue pelo presidente cubano, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, a Nivia Regina da Silva e Marcelo Durão, coordenadores da Brigada do MST em Cuba, na quarta-feira (9), no salão El Sol de América, do Palácio da Revolução, em reconhecimento a mais de quatro décadas de solidariedade, cooperação e internacionalismo entre o MST e a Revolução Cubana.
A Medalha da Amizade é uma distinção estatal concedida pela República de Cuba a cidadãos estrangeiros e organizações internacionais por sua trajetória de solidariedade e apoio à ilha. A proposta cabe ao Icap, e sua concessão é aprovada pelo Conselho de Estado da República de Cuba.
“Hoje não estamos apenas entregando duas medalhas; hoje abraçamos dois irmãos, dois combatentes que fizeram da solidariedade com Cuba a razão de suas vidas”, afirmou González Llort.
“Esta medalha representa o sujeito coletivo que é o MST”, afirmou Nivia Regina da Silva ao agradecer a distinção. A dirigente destacou que o reconhecimento pertence ao conjunto do movimento, aos seus militantes e aos camponeses e camponesas que dele fazem parte.
Da mesma forma, ressaltou a relação histórica do MST com Cuba, baseada, segundo afirmou, “na solidariedade e no internacionalismo”.
Desde sua fundação, o MST mantém vínculos e intercâmbios com Cuba, que, além de constituir uma referência revolucionária, tornou-se um espaço de formação para centenas de jovens militantes do movimento provenientes de assentamentos rurais. Muitos deles puderam estudar na ilha, principalmente Medicina, na Escola Latino-Americana de Medicina (Elam), em Havana, capital do país.
O movimento também mantém uma postura firme de luta contra o bloqueio. Nos últimos anos, diante do agravamento da guerra econômica dos Estados Unidos contra Cuba, organizou a campanha massiva “Ajude Cuba”, que permitiu arrecadar e enviar mais de 7,6 toneladas de medicamentos e insumos médicos diretamente ao Ministério da Saúde Pública (Minsap), para contribuir com o enfrentamento da escassez no sistema hospitalar.
Além disso, mantém brigadas permanentes de militantes e técnicos agrícolas na ilha, que compartilham com comunidades rurais metodologias de produção agroecológica, diversificação de cultivos, agricultura orgânica e soberania alimentar.
“Não temos palavras para expressar a honra e a alegria, mas, principalmente, receber a medalha é selar a continuidade do nosso compromisso, da nossa lealdade e da nossa confiança em Cuba”, afirmou Silva.
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Fonte: Brasil de Fato