Produtora de Dark Horse comprou carro de R$102 mil com dinheiro vivo

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Por Otávio RossoBrasil 247

247 – Uma movimentação financeira envolvendo Karina Ferreira da Gama, dona da produtora responsável por Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, chamou a atenção do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf): a empresária adquiriu um veículo elétrico da BYD e desembolsou R$ 102.190 em dinheiro vivo.

A informação consta na decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal para investigar suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares.

Segundo a decisão, Karina comprou um BYD Song Plus em 13 de janeiro de 2025. O automóvel é avaliado em cerca de R$ 185 mil, mas a aquisição registrada pela empresária ocorreu pelo valor de R$ 102.190, pago em espécie. A forma de pagamento foi identificada pelo Coaf em meio à análise das movimentações financeiras relacionadas aos investigados.

Dino menciona na decisão a existência de operações financeiras consideradas atípicas entre os envolvidos no caso. Os elementos reunidos na investigação levantaram suspeitas sobre possíveis práticas de lavagem de dinheiro e peculato.

Karina da Gama é alvo da Operação Make Up e presidia uma organização não governamental que recebeu recursos públicos oriundos de emendas parlamentares. A investigação busca esclarecer a aplicação dessas verbas e eventuais irregularidades envolvendo projetos que deveriam ter sido realizados com o dinheiro.

Relatórios da Controladoria-Geral da União (CGU) apontaram indícios de fraudes em processos licitatórios, apresentação de orçamentos fictícios e contratação de empresas com vínculos com o deputado federal Mário Frias e integrantes de sua equipe.

As apurações também encontraram problemas na execução de projetos educacionais e esportivos previstos para São Paulo. De acordo com os elementos citados na decisão, houve indícios de falta de capacidade técnica para a realização das iniciativas e falhas graves na documentação utilizada para comprovar os gastos.

Fonte: Brasil 247

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