Lula rebate Trump sobre eleições: “Que se meta no país dele”

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Por Hiroshi BogéaOpinião em Pauta

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rejeitou a possibilidade de interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras de 2026 e afirmou que o presidente norte-americano, Donald Trump, deveria concentrar-se nos assuntos de seu próprio país. A declaração foi feita nesta quarta-feira (9), durante ato político em Teresina (PI).

“Que o Trump se meta no país dele. Aqui é um problema de nós, brasileiros”, afirmou Lula. O presidente disse ainda que o Brasil reagirá caso autoridades ou grupos estrangeiros tentem influenciar o processo eleitoral.

“Que não venham os americanos querer influir nas nossas eleições. […] Se eles vierem se meter aqui, a gente vai derrotá-los, vai derrotar os americanos e vai derrotar quem se mexer”, declarou.

Lula não citou nenhuma ação específica do governo dos Estados Unidos contra as eleições brasileiras nem apresentou evidências de uma tentativa de interferência em curso. A fala teve caráter de advertência e foi inserida em um discurso marcado por referências à soberania nacional, à democracia e à disputa eleitoral.

A declaração ocorreu dois dias após uma manifestação de 7 de Setembro na Avenida Paulista, em São Paulo, que exibiu bandeiras dos Estados Unidos e de Israel. O ato reuniu o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e outros nomes da extrema direita.

Durante a manifestação, também foram exibidos um boneco gigante de Trump, cartazes em inglês e bonés com as frases “Trump 2028” e “Make America Great Again”. Lula, porém, não citou nominalmente o evento nem Flávio Bolsonaro durante o discurso em Teresina.

O presidente criticou ainda brasileiros que, segundo ele, levam símbolos norte-americanos para manifestações políticas no país.

“Aqueles que só carregam a bandeira do Brasil e vão para o comitê com bandeira americana são vira-latas, são traidores da pátria que não têm nenhum compromisso com esse país”, afirmou.

Lula também disse que as eleições de 2026 representarão uma escolha que vai além dos nomes que ocuparão os cargos públicos. Segundo ele, estará em disputa a própria continuidade da democracia e das políticas implementadas por seu governo.

“O que está em jogo este ano na eleição não é se vai ser o Rafael, se vai ser o Lula. É se vai ter democracia ou não, é se o povo brasileiro vai ser respeitado ou não”, declarou.

Durante o comício, Lula pediu votos para a reeleição do governador Rafael Fonteles (PT) e manifestou apoio ao senador Marcelo Castro (MDB) e ao deputado federal Júlio César (PSD), candidatos às duas vagas do Piauí no Senado. (Foto: Reprodução)

Por Opinião em Pauta com informações da Reuters

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Fonte: Opinião em Pauta

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