PF apreende sete armas de Mario Frias em operação que investiga desvio de emendas para Dark Horse

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Por Guilherme LevoratoBrasil 247

247 – A Polícia Federal apreendeu sete armas de fogo de posse do deputado federal Mario Frias (PL-SP) durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão realizados em endereços ligados ao parlamentar. Além do armamento, os agentes federais recolheram um computador e um aparelho celular pertencentes ao deputado, materiais que agora passarão por análise minuciosa dos investigadores, informa Bela Megale, do jornal O Globo.

Apesar de o armamento estar formalmente registrado em nome de Mario Frias, as sete armas foram localizadas pelas equipes policiais em um endereço distinto daquele declarada oficialmente pelo parlamentar junto às autoridades legais. Por estarem armazenadas em local diverso do cadastro, os armamentos encontravam-se em situação irregular no momento da apreensão. Diante dos fatos, a Polícia Federal vai instaurar apuração específica para investigar o possível cometimento do crime de posse ilegal de arma de fogo por parte do ex-secretário de Cultura.

O deputado federal do PL de São Paulo figurou como um dos alvos centrais da operação deflagrada pela Polícia Federal para apurar o financiamento do longa-metragem “Dark Horse” — obra cinematográfica idealizada para narrar a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A apuração conduzida pelos investigadores mira um suposto esquema de desvio de verbas públicas oriundas de emendas parlamentares voltadas à produção do filme. Ao todo, por determinação expressa do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal foi às ruas para cumprir 49 mandados de busca e apreensão.

Entre os principais alvos das ordens judiciais expedidas pelo STF estão o próprio Mario Frias e a empresária Karina Gama, proprietária da produtora Go Up, empresa encarregada de realizar a produção da obra audiovisual. Conforme apontam os dados da investigação, o deputado destinou o montante de R$ 2 milhões em emendas parlamentares no ano de 2024 para o Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade que é dirigida e presidida por Karina. Os desdobramentos da apuração buscam rastrear o percurso dos recursos repassados e confirmar eventuais irregularidades na execução financeira do projeto.

Fonte: Brasil 247

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