Alvo da PF, Karina Gama é aconselhada a delatar no caso Dark Horse
Por Otávio Rosso — Brasil 247
247 – A produtora Karina Gama, responsável pelo filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, resiste à possibilidade de firmar um acordo de delação premiada, apesar de estar sendo pressionada a colaborar com as investigações da Polícia Federal.
Segundo informou a coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles, Karina teria sido procurada até por lideranças religiosas, que sugeriram a ela a celebração de um acordo no âmbito do caso Dark Horse. A produtora, no entanto, tem rejeitado a ideia.
Karina foi alvo de uma operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (10). Além de atuar como produtora do filme sobre Bolsonaro, ela é proprietária do Instituto Conhecer Brasil (ICB) e da Academia Nacional de Cultura (ANC), entidades que também entraram na mira dos investigadores.
De acordo com a apuração, pessoas que se aproximaram de Karina defenderam que ela buscasse uma delação premiada como forma de lidar com o avanço da investigação. A produtora, contudo, tem afirmado que não teria elementos a apresentar às autoridades.
A interlocutores que sugeriram o acordo, Karina argumentou que “não teria o que delatar”, sob a justificativa de que “não teria feito nada de errado”.
O caso ganhou novo peso político por envolver a produção de Dark Horse, projeto audiovisual ligado à construção da imagem pública de Bolsonaro. A operação da PF ampliou a pressão sobre a produtora e sobre as entidades associadas a ela, que agora passam a compor o centro das apurações.
Até o momento, segundo as informações divulgadas, Karina mantém a posição de resistir a qualquer acordo de colaboração. A investigação, porém, coloca a produtora e as instituições vinculadas a ela em uma situação de crescente desgaste no caso.
Fonte: Brasil 247