Funeral de Ratko Mladić expõe a distância entre as ambições da Sérvia na UE e a realidade política
BELGRADE, SERBIA - SEPTEMBER 7: People gathered for the funeral procession wave a flag showing the former Bosnian Serb army commander Ratko Mladic on the day of the funeral for Ratko Mladic at St. Luka Church on September 7, 2026 in Belgrade, Serbia. On August 27th, Serbian state media announced that the Bosnian Serb general Ratko Mladic, who was serving a life sentence in The Hague prison for war crimes during the 1992-95 war in Bosnia, died while in a prison hospital. (Photo by Srdjan Stevanovic/Getty Images)
O funeral de Ratko Mladić, comandante militar condenado por crimes de guerra e responsável pelo genocídio de Srebrenica, ocorreu em Belgrado e levantou preocupações sobre as aspirações da Sérvia de se juntar à União Europeia. O evento, que atraiu milhares de pessoas, foi criticado por autoridades europeias, que veem a glorificação de Mladić como uma contradição aos valores fundamentais da UE. Apesar de o governo sérvio afirmar não ter organizado a cerimônia, a presença de membros das Forças Armadas e a participação de figuras políticas proeminentes, como o ministro da Defesa e o filho do presidente, evidenciam a complexidade da situação política no país. A Comissão Europeia já havia expressado descontentamento com a deterioração da democracia e a falta de sanções contra a Rússia, reforçando a tensão entre as aspirações da Sérvia e as exigências da UE.
Fonte: POLITICOPolitics » POLITICO