Quando ficam velhos, estes cupins acumulam cristais azuis nas costas e transformam o próprio corpo numa bomba química para defender o ninho
Cupins da espécie Neocapritermes taracua, encontrados na América do Sul, desenvolvem uma defesa única à medida que envelhecem. Operários mais velhos acumulam cristais azulados em suas costas, que contêm uma enzima chamada BP76, e se tornam verdadeiras bombas químicas para proteger a colônia. Quando esses cupins se veem em situações extremas, eles podem romper seu próprio corpo, misturando os cristais com secreções glandulares e liberando substâncias tóxicas que dificultam a movimentação de invasores. Esse comportamento, que evidencia uma divisão de tarefas baseada na idade, foi documentado em estudos que analisaram tanto a química envolvida quanto a estrutura da proteína responsável por essa defesa.
Fonte: Catraca Livre