O exérciro brasileiro compra mais de R$800 milhões em artilharia de Israel, financiando o genocídio em Gaza
Por Diego Nunes, Redação — Esquerda Diário
Flávio Bolsonaro recebeu apoio do Primeiro Ministro de Israel o genocida Benjamin Netanyahu, apontando para o fortalecimento das relações militares e comerciais entre Brasil e Israel caso eleito. O exército brasileiro se antecipou e informou que irá retomar contrato de 2024 para a compra de 36 obuseiros dois dias após o segundo turno das eleições. No primeiro lote estão previstos dois desses equipamentos produzidos pela tecnologia israelense aplicada ao genocídio em Gaza. Quase um bilhão de reais que poderiam ser investidos em saúde, educação e melhores condições de vida para o povo brasileiro.
Embora Lula declarou, na Assembleia Geral das Nações Unidas, explicitamente que gerações de palestinos carregarão o trauma deixado pelo “genocídio de mulheres e crianças”. O governo de frente ampla está permitindo a retomada da compra de obuseiros da Elbit Systems, empresa israelense que abastece as forças responsáveis pelo genocídio em Gaza.
A contratação foi suspensa em 2024 após estudantes ocuparem diversas universidades pelo Brasil, aderindo a um movimento internacional em defesa do povo palestino. Os estudantes exigiram o fim das relações entre Brasil e Israel, foi essa força que fez o governo suspender a compra dos obuseiros, por representar financiamento à indústria militar sionista. Mas o governo Lula não rompeu as relações diplomáticas, comerciais e militares com Israel. Agora o contrato avançou depois que a Avibras, recém adquirida pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, entrou no negócio.
Sim, aqueles donos da JBS, os irmãos mais ricos do Brasil, que foram presos após os escândalos em 2017 revelarem que pagavam propinas a políticos em troca de contratos e favores políticos. Os irmãos Batista estão de volta e mais ricos do que nunca, com uma fortuna atualmente estimada em US$ 5,7 bilhões (R$ 29 bi), agora com negócios na Bolsa de Nova Yorque e participando de reuniões na Casa Branca. O negócio não é mais tanto carne e frigoríficos, mas armas e indústria aeroespacial. O primeiro contrato deverá ser assinado em 27/10 pelo Exército Brasileiro para a montagem dos obuseiros israelenses pela Avibras.
O programa prevê a aquisição de 36 obuseiros Atmos 2000, de calibre 155 milímetros, montados sobre viaturas. O valor estimado é de R$ 800 milhões. O estado genocida de Israel exporta suas armas e tecnologia militar para diversos países, contribuindo para as politicas de violência estatal. Por isso se torna tão importante a reivindicação de rompimento das relações diplomáticas, militares e comerciais com Israel. Somente com a nossa mobilização nas ruas, a mesma força social que pôs fim a escala 6X1, é que podemos exigir o ruptura de todas as relações do Brasil com o estado genocida de Israel.
Contra o genocídio na Palestina e pelo fim do estado de Israel. Palestina Livre do rio ao mar!
Fonte: Esquerda Diário