Brasil avança no mercado asiático e assume a vice-liderança na exportação de petróleo para a China

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Por Guilherme Levorato — Brasil 247

247 – O mercado petrolífero global registrou uma mudança expressiva na dinâmica de abastecimento do maior comprador do planeta. Entre janeiro e setembro de 2026, o Brasil desbancou a Arábia Saudita e conquistou a segunda posição no ranking dos maiores fornecedores de petróleo bruto para a China, apontam estatísticas da alfândega chinesa divulgadas nesta terça-feira (20), segundo reportagem da Reuters.

No decorrer dos primeiros nove meses deste ano, as refinarias chinesas adquiriram um montante de 44,29 milhões de toneladas da commodity produzida em território brasileiro. O volume superou as 43,12 milhões de toneladas comercializadas pelos sauditas ao país asiático no mesmo intervalo.

A consolidação do Brasil nesse posto estratégico foi impulsionada pelo desempenho das remessas no mês de setembro. Durante o período de 30 dias, o fluxo de petróleo brasileiro com destino ao território chinês somou 5,15 milhões de toneladas — o equivalente a aproximadamente 1,25 milhão de barris diários (bpd) —, representando uma expansão de 18% na comparação com o mesmo mês de 2025.

Em contrapartida, as vendas da Arábia Saudita para o mercado chinês sofreram uma retração severa no nono mês do ano. A nação do Oriente Médio forneceu 2,70 milhões de toneladas (cerca de 660 mil bpd), amargando um declínio de 62% em relação ao volume anotado no ano anterior, quando havia exportado 7,13 milhões de toneladas.

Líder isolada no fornecimento à Pequim, a Rússia manteve o topo da lista. Os desembarques de produto russo na China alcançaram 9,94 milhões de toneladas em setembro (2,42 milhões de bpd), alta anual de 20%, embora o resultado tenha ficado 11% abaixo do patamar observado em agosto.

O Iraque ocupou outra posição de destaque ao registrar o envio de 4,84 milhões de toneladas (1,18 milhão de bpd) aos chineses em setembro. Apesar da queda de 19% frente a setembro do ano anterior (5,97 milhões de toneladas), o resultado representa um salto expressivo de 248% na comparação direta com o mês de agosto de 2026.

As estatísticas oficiais da autoridade alfandegária revelaram ainda a ausência completa de movimentação comercial de petróleo vindo dos Estados Unidos, da Venezuela e do Irã no mês de setembro, repetindo o cenário que já havia sido computado no mesmo período do ano anterior.

A movimentação de outros parceiros comerciais em setembro inclui os Emirados Árabes Unidos, que enviaram 3,00 milhões de toneladas (alta de 5%), a Indonésia com 1,72 milhão de toneladas (-19%), o Kuwait com 1,62 milhão de toneladas (+71%), Omã com 1,22 milhão de toneladas (-54%), a Malásia com 1,16 milhão de toneladas (-70%) e Angola com 0,93 milhão de toneladas (-57%). A taxa oficial de conversão utilizada para o produto considera que uma tonelada métrica equivale a 7,3 barris de petróleo bruto.

Fonte: Brasil 247

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