Richarlison cobra ação da PF e acusa Flávio Bolsonaro em caso de ilha em Angra dos Reis

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Por Esporte News Mundo — Carta Capital

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Atacante publicou vídeo nas redes sociais com um contexto resumido do caso; Richarlison prometeu doar parte do valor para hospital caso recupere o dinheiro

Richarlison publicou um vídeo nas redes sociais, na manhã deste sábado (17), contextualizando a situação que o levou a perder a ilha em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. O atacante do Tottenham acusou o senador do estado e candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), e Willer Tomaz de Souza, amigo de Flávio, de tomarem a posse do local e da mansão “sem gastar um centavo” e cobrou da Polícia Federal uma investigação do caso.

De acordo com o site O GLOBO, em 2020, a ilha tinha direitos de ocupação destinados a uma empresa ligada ao atacante e mais dois parceiros: o na época presidente do América Mineiro, Alencar da Silveira Júnior, e ao ex-agente Renato Velasco, no qual Richarlison acusou de golpe financeiro em 2024. No entanto, esta posse foi para uma empresa ligada a Willer Tomaz, com entendimento da Justiça favorável à esta em 2025.

Após a saudação ao público, Richarlison iniciou com o período em que comprou a ilha e quais foram seus parceiros de compra: “Entre 2020 e 2021, era época de covid. Comprei a ilha e, na época, estavam de parceria eu, Alencar, que na época era presidente do América Mineiro, e o ‘pilantra’ do Renato Velasco“. No caso, o atacante se refere a Alencar da Silveira Júnior e ao ex-agente de sua carreira.

Richarlison continuou falando sobre o interesse de compradores até chegar em Flávio Bolsonaro: “Daí apareceram compradores querendo comprar a ilha de mim e eu naõ quis vender. Entre eles, estava o Flávio Bolsonaro. Na época, ele foi até com um ‘dronezinho’ e filmou a ilha de cima. Tem um vídeo no Instagram dele“.

O atacante, então, entrou no recorte em que não quis vender e no cerne de sua acusação contra o senador e candidato à presidência da República: “E aí eu não quis vender a ilha pra ele. E foi aí que ‘pegou’, né. Como eu não quis vender, os caras pegaram ‘na mão grande’ lá na Justiça. Estávamos resolvendo a papelada na Justiça e eles falaram pra gente, lá, que demorava meses ou até anos para resolver essa papelada. E o que que pegou? Flávio Bolsonaro e o tal do Willer Tomaz [amigo de Flávio] foram lá e, em 24 horas, pegaram a posse da ilha. Aí a Justiça falhou… os caras tomaram a ilha sem gastar um tostão, até onde eu sei. Eu não recebi nada, gastei em torno de R$ 10 milhões e não recebi nada…“

Richarlison ainda completou: “… e nesse caso, a Justiça foi falha, tá ligado? Porque pra gente foi uma coisa, e para os caras foi outra“.

Ainda no vídeo, Richarlison cobrou da Polífica Federal uma investigação sobre o caso: “Então eu peço ajuda à Polícia Federal para estar investigando, porque a gente quer saber, não é? A gente, que está em busca de respostas, em busca do meu dinheiro. E eu nem quero a ilha de volta […] estou aqui pedindo ajuda à Polícia Federal […]“.

Richarlison, mesmo não querendo a ilha em Angra dos Reis de volta, prometeu doar parte do dinheiro para um hospital de sua cidade natal, no Espirito Santo, caso consiga recuperar o dinheiro investido no território: “Vamos tentar recuperar esse dinheiro. E deixando bem claro aqui, também: se eu recuperar esse dinheiro, doarei parte para o hospital da minha cidade, em Nova Venécia, para poder ajudar“.

🚨Richarlison postou um vídeo no Instagram explicando a situação da ilha.

Ele diz que não quis vender a ilha para o Flávio Bolsonaro, e que “tomaram” a ilha dele na mão grande. https://t.co/pgF3uhrLAT

— DataFut (@DataFutebol) October 17, 2026

A Revista Fórum descreve que ilha em destaque, localizada em Ilha Comprida, no corredor turístico sul de Angra dos Reis, conta com uma mansão de 11 suítes, praia privativa, heliponto, quadra de tênis, e uma cachoreira.


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Fonte: Carta Capital

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