5 motivos para combater o reacionário Douglas Ruas, candidato a governador bolsonarista do PL no Rio, continuador de Castro

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Por Redação Rio de Janeiro — Esquerda Diário

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Neste texto, traçamos um perfil do candidato da extrema direita ao governo do Rio de Janeiro, Douglas Ruas.

1. Mais um candidato filho da corrupção do regime político do Rio de Janeiro

Douglas Ruas (PL) repete a mesma fórmula bolsonarista, que é de se apresentar como se fosse uma figura de fora do regime político, e assim tentar angariar alguns votos dos incautos e de quem não conhece bem sua trajetória. A verdade é que, assim como Jair Bolsonaro passou décadas como deputado e nunca esteve fora da política, Douglas Ruas repete a mesma história de negociatas com o centrão e com tudo aqui que há de mais podre na política carioca e fluminense.

Foi assim que, no início deste ano, Douglas Ruas virou presidente da Alerj. Em tempo recorde, o político angariou votos suficientes para presidir a casa. Ruas é herdeiro dos votos de Rodrigo Bacellar, antigo presidente da casa que está preso por determinação do STF, acusado de vazar informações sobre operações policias para o crime organizado.

Ruas, além disso, foi secretário de Estado das Cidades no governo de Castro. Agora que o ex-Governador se afastou do cargo para se defender na justiça de crimes como o pagamento de uma rede de funcionários fantasma que serviam à Castro como cabos eleitorais, Ruas tenta apagar esse histórico. A outra ligação que Ruas tenta afastar de si é o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, pego em flagrante com um fuzil na sua viatura no momento em que a polícia cumpria mandados de busca e apreensão por envolvimento em esquemas de corrupção. Mas a verdade mesmo é que Douglas Ruas é mais um político tradicional do Rio de Janeiro, é parte da tradição de um Estado que já teve 5 governadores presos por corrupção.

2. Defesa do golpismo, dos atos antidemocráticos e do legado bolsonarista

Douglas Ruas já tentou por inúmeras vias o acesso ao poder. Seja quando tentou virar presidente da Alerj em tempo recorde, seja quando se trata de defender o legado de Jair Bolsonaro.

No início deste ano, Ruas se meteu à invadir uma manifestação na Faculdade de Direito da USP, em São Paulo. O ato protestava contra a anistia aos golpistas do 8 de janeiro de 2022, e Ruas compareceu lá para tumultuar, tentar gravar vídeos e aparecer defendendo os manifestantes da extrema-direita do 8 de janeiro que tentaram, sabendo ou não, provocar um golpe militar no país.

3 . Um programa para aumentar ainda mais a violência policial

Ruas vem agitando a proposta da extrema-direita, de Estado Máximo, com repressão máxima. Seu principal projeto é inspirado por Trump, chamado “Escudo Fluminense”. A proposta conta com a implantação da mesma tecnologia utilizada pelo Estado de Israel para reprimir o povo palestino: drones de vigilância, câmeras de reconhecimento facial e uso de inteligência artificial para incriminar e prender cidadãos.

Não é preciso dizer, ainda, que esse tipo de discurso é herdeiro de 2 governo, de Cláudio Castro e Witzel, nos quais o Rio bateu recordes em violência policial, assassinatos e chacinas. Douglas Ruas representa, portanto, aquele lado sangrento do Rio de Janeiro, seu programa vem para multiplicar o assassinato de crianças pela PMERJ, vítimas que depois são acusadas de envolvimento com o crime, e sem provas, são tidas como culpadas pela Justiça racista, enquanto que os policiais assassinos, ao invés de punição, recebem medalhas de honra ao mérito por cada chacina realizada.

4. Douglas Ruas é inimigo das mulheres, da população LGBTQIAP+ e do povo negro e favelado

Se não bastasse as propostas repressivas, que atingem sobretudo os setores mais oprimidos da sociedade, Douglas Ruas representa ainda a agenda da extrema-direita que quer aumentar a criminalização do aborto, quer proibir o debate sobre educação sexual e de gênero, e impor uma espécie de fundamentalismo religioso e racista no qual sequer a discussão sobre liberdades democráticas é aceita.

Então, em um pretenso governo seu, seu amigo Silas Malafaia, esse reacionário golpista que o apoia, teria poder de voz sobre a política educacional e de saúde do Estado, impedindo reformas e atacando as pouquíssimas políticas de direitos sociais do Estado do Rio.

5. Mais um inimigo da classe trabalhadora

Para quem mora no Rio de Janeiro, está claro que o prefeito Eduardo Paes representa historicamente os interesses dos grandes capitalistas contra os direitos dos trabalhadores, seja do setor privado ou do público — com ataques aos servidores, e também com péssimas condições de moradia e transporte para os trabalhadores do setor privado. Eduardo Paes é de direita e aliado da extrema direita.

Mas Douglas Ruas representa a direita mais reacionária do estado, o bolsonarismotambém não foge desse padrão, muito pelo contrário. Dentre as suas propostas, Ruas estabelece a mesma crítica ao fim da escala 6×1: ele não tem coragem de falar abertamente que é contra, mas nos bastidores, atua para que não seja aprovada, exigindo ainda que o governo federal dê contrapartidas financeiras para as empresas privadas por conta do projeto.

Enquanto faz demagogia com os trabalhadores, Ruas enriquece pessoalmente com a especulação imobiliária, chegando a ser alvo de investigação do MPRJ devido ao rápido crescimento de seu patrimônio imobiliário. Um Governador desse tipo, que lucra diretamente com o preço caro do aluguel e a moradia precária nas favelas construída nas últimas gestões de Eduardo Paes, tem interesses diretos na exploração dos trabalhadores.

Fonte: Esquerda Diário

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