218 anos do BB: enfrentar as ameaças de privatização de Flávio Bolsonaro

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Esquerda Diário

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A campanha de Flávio Bolsonaro defendeu privatizar o BB, junto com outras estatais. É na luta que podemos barrar essa ameaça que significaria um ataque aos trabalhadores e ao atendimento a população.

Neste 12 de outubro o Banco do Brasil completa 218 anos. A data e a idade são motivos de comemoração por parte da direção do banco. Não deveria, pois não há nada a comemorar em um banco fundado com capital escravista e que financiou o tráfico de escravizados.

O grande tema nas discussões entre os funcionários, no entanto, é a ameaça de privatização, feita por Daniella Marques, assessora de Flávio Bolsonaro. Ela disse que privatizaria o Banco do Brasil e a Petrobras, mas não a Caixa.

Diversas são as discussões de como evitar a privatização, que vão desde ressaltar o papel de banco do agro até aqueles que defendem que são as greves e os métodos da classe trabalhadora que podem impedir uma privatização.

A razão para privatizar o BB é evidente: uma das empresas com maior lucro da Bolsa, que em um ano de “crise” como 2025 ainda teve R$ 20 bilhões de lucro. Hoje metade desses dividendos vão para a União, e a outra metade é dividida entre acionistas nacionais e estrangeiros, mas não há dúvida que setores do mercado financeiro tem os olhos cheios para ampliar sua fatia.

O caráter público do BB ainda fornece certas proteções para seus funcionários, como contra demissões por não bater metas ou fechamentos de agências. Ele é, ainda, o principal vetor de política pública do governo federal para o agronegócio, através do crédito subsidiado, do Plano Safra mas também de seguros rurais.

Cumpre um papel importante ainda de recebedor de depósitos judiciais, que por lei tem que estar em bancos públicos, e tem o papel de custodiante de numerário para o Banco Central, responsável por fazer chegar dinheiro vivo a todo o país.

Uma privatização significaria, antes de tudo, um forte ataque aos funcionários e ao atendimento da população, com demissões e fechamentos de agências, na linha do que tem sido feito nos bancos privados. Iria se aprofundar a linha atual de priorizar os segmentos de alta renda no varejo, em detrimento da população mais pobre.

O caminho para barrar a privatização é a luta dos funcionários, junto a Caixa e o conjunto dos bancários, mas também com a Petrobras e outras estatais que estão na mira de Flávio.

Mas é fundamental que seja uma luta contra a privatização mas também contra o papel atual que o BB vem cumprindo, de financiar o agronegócio e a destruição ambiental. Queremos um BB 100% estatal, sob controle dos trabalhadores e usuários, garantindo o atendimento a toda a população, com mais contratações para evitar a sobrecarga de trabalho, e com a efetivação de todos os terceirizados sem a necessidade de concurso.

Uma política que possa colocar os recursos que controla em prol da população e dos trabalhadores, que vão definir democraticamente sua destinação.

(Foto: Reprodução)

Fonte: Esquerda Diário

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