11,5 milhões de eleitores admitem mudar de voto, aponta Indexa
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22/10/2026 | Atualizado às 10:26
A três dias do segundo turno, cerca de 11,5 milhões de brasileiros ainda admitem mudar de candidato na eleição presidencial. Embora expressivo, esse contingente encolheu: a parcela de eleitores dispostos a rever a escolha caiu de 11,5% para 7,3% entre as duas rodadas da pesquisa Indexa/Broadcast, divulgada nesta quinta-feira (22). Ao mesmo tempo, o percentual dos que consideram seu voto definitivo subiu de 85,5% para 89,8%. Outros 2,9% não souberam responder. Os resultados mostram um eleitorado mais decidido na reta final da disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT).
A estimativa de 11,5 milhões corresponde à aplicação dos 7,3% ao eleitorado brasileiro. Não se trata necessariamente de pessoas indecisas: são eleitores que podem já ter escolhido um candidato, mas admitem reconsiderar a decisão. O levantamento também aponta empate técnico entre Flávio e Lula. Nos votos válidos, o senador aparece com 50,6%, contra 49,4% do presidente.
Eleitores de centro são os mais abertos à mudança
Entre os entrevistados que se identificam politicamente com o centro, 13,3% admitem rever o voto, quase o dobro da média nacional. Outros 83,5% afirmam que sua escolha é definitiva. A convicção é elevada entre os apoiadores dos dois candidatos: 95% dos eleitores de Flávio e 93% dos de Lula afirmam que não pretendem mudar de voto.
“A pesquisa mostra que os dois candidatos chegam à reta final com bases eleitorais bastante consolidadas. O desafio das campanhas é encontrar votos fora desses grupos. Em uma eleição tão equilibrada, conquistar uma pequena parcela dos indecisos, reduzir a abstenção ou convencer eleitores do adversário pode fazer a diferença”, afirma Arilton Freres, sociólogo e CEO da Indexa Pesquisas.
Lula ou Flávio? Como estão as pesquisas a quatro dias do 2º turno
Disposição para mudar varia por região e renda
O Sul apresenta a maior proporção de eleitores que admitem rever a decisão: 9,8%. Na região, 86,9% consideram seu voto definitivo, percentual inferior à média nacional. A renda familiar também está associada ao grau de convicção. Entre os brasileiros que recebem mais de cinco salários mínimos, 94% afirmam estar decididos. A proporção cai para 89% entre aqueles com renda de dois a cinco salários mínimos e para 86,8% entre os que vivem com até dois salários mínimos. As diferenças entre regiões e faixas de renda devem ser interpretadas com cautela, porque esses recortes possuem margens de erro superiores à da pesquisa nacional.
Ausentes representam outro grupo
Além dos eleitores que admitem mudar de candidato, há os que não compareceram ao primeiro turno. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) citados pela pesquisa, aproximadamente 33,4 milhões de brasileiros deixaram de votar em 4 de outubro. Parte deles pode comparecer no domingo, mas não é possível saber, a partir desse dado, quantos já têm preferência definida.
A pesquisa ouviu 2 mil eleitores por telefone nos dias 20 e 21 de outubro. O levantamento tem abrangência nacional, margem de erro de 2,2 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e registro no TSE sob o número BR-02348/2026.
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Fonte: Congresso em Foco