11 casos de sarna humana são confirmados em Minas; aulas são suspensas
Por Laís Gouveia — Brasil 247
247 – Uma creche de Minas Gerais registra 11 casos confirmados de sarna humana, também chamada de escabiose, em Andradas, no Sul do estado. Ao todo, 19 casos relacionados à unidade municipal foram notificados, e as aulas foram suspensas temporariamente enquanto autoridades intensificam as medidas sanitárias.
As informações foram divulgadas pela Agência Estado e publicadas pelo UOL neste domingo (28). Segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), as equipes de saúde acompanham a situação e o tratamento recomendado já foi iniciado entre as pessoas diagnosticadas.
A unidade atingida atende crianças com idades entre 0 e 5 anos. Diante dos casos suspeitos, a Prefeitura de Andradas determinou a interrupção das atividades entre sexta-feira (26) e terça-feira (29).
A suspensão por 72 horas foi adotada para permitir o reforço da higienização e da desinfecção das instalações, além do acompanhamento da evolução dos casos. A prefeitura informou que a iniciativa busca reduzir o risco de transmissão entre crianças, funcionários e familiares.
A Secretaria de Saúde de Minas Gerais destacou que a escabiose não integra a lista de doenças de notificação compulsória. Por essa razão, o estado não dispõe de um levantamento consolidado que permita determinar quantos casos da doença estão atualmente registrados em Minas Gerais.
Conhecida popularmente como sarna, a escabiose é uma parasitose provocada pelo ácaro Sarcoptes scabiei, variedade hominis. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a transmissão ocorre exclusivamente entre seres humanos e exige, em geral, contato prolongado. O contágio pode acontecer diretamente entre pessoas ou por meio de roupas e outros objetos contaminados.
Em situações de suspeita da doença, a SES-MG orienta que sejam seguidos os protocolos clínicos estabelecidos pelo Ministério da Saúde. O tratamento pode envolver medicamentos de uso tópico ou oral, conforme a avaliação realizada por um profissional de saúde.
A administração municipal também reforçou que a escabiose tem tratamento e que a identificação dos casos e a adoção rápida de medidas de controle são importantes para interromper a cadeia de transmissão.
“Solicitamos a colaboração das famílias para não encaminharem à escola crianças que apresentem coceira intensa, lesões ou qualquer alteração na pele, devendo procurar avaliação em uma unidade de saúde antes do retorno às atividades”, disse a administração municipal.
Fonte: Brasil 247