Lucknow projeta estação de metrô de 5 andares a até 38 metros de profundidade, com trens passando um sobre o outro
Por Joaquim Luppi Fernandes — Catraca Livre
Grandes metrópoles globais enfrentam o desafio constante de expandir redes de transporte em áreas saturadas. Na Índia, a futura estação Pandeyganj do metrô de Lucknow impressiona ao adotar uma ousada arquitetura vertical profunda para superar severas limitações urbanas na superfície histórica.
Como a estação Pandeyganj redefine a engenharia metroviária?
O projeto coordenado pela corporação responsável pelo transporte estadual estabelece novos paradigmas construtivos na região. Essa estratégia técnica viabiliza a implantação do trajeto subterrâneo entre Charbagh e Vasant Kunj, garantindo máxima eficiência operacional mesmo diante de um solo completamente adensado por construções.
A localização selecionada para a parada apresenta desafios geográficos sem precedentes para os projetistas envolvidos. O espaço disponível está comprimido entre uma antiga galeria de drenagem e linhas ferroviárias ativas, exigindo métodos avançados de contenção para viabilizar essa passagem subterrânea contínua.
Por que a escavação alcançará quase quarenta metros de profundidade?
Para acomodar a infraestrutura completa sem interferir nas fundações vizinhas, a profundidade atingirá entre trinta e cinco e trinta e oito metros. Essa impressionante medida estrutural supera a estação Howrah, consolidando um novo patamar histórico para obras subterrâneas no território indiano.
Cavar a uma cota comparável a um edifício de doze andares invertido impõe enorme pressão geotécnica sobre as paredes diafragma. Os especialistas aplicam monitoramento contínuo para manter a perfeita estabilidade das construções históricas situadas imediatamente acima do perímetro de escavação.
Abaixo, um vídeo do canal StudyIQ IAS no YouTube que aprofunda os pontos discutidos neste tema:
De que maneira os trilhos sobrepostos resolvem a falta de espaço?
Em estações metroviárias convencionais, os trilhos das duas direções são instalados paralelamente no mesmo piso horizontal. Diante da estreita faixa de terra, o planejamento adotou a sobreposição vertical dos trilhos, economizando preciosa largura e eliminando a necessidade de caras desapropriações urbanas.
Dessa forma, os comboios que trafegam em sentidos opostos circularão em pavimentos distintos e sobrepostos. Uma laje intermediária dedicada aos sistemas de ventilação e controle separa os túneis, garantindo máxima segurança operacional e fluidez constante no transporte de passageiros.
Quais são as divisões estruturais dos cinco andares subterrâneos?
A volumetria interna foi meticulosamente calculada para acomodar o fluxo de milhares de passageiros com conforto. O primeiro subsolo abriga as bilheterias e o acesso principal, enquanto os níveis inferiores distribuem as plataformas e mezaninos com total clareza para a circulação diária.
O deslocamento entre as lajes profundas dependerá de um conjunto robusto de escadas rolantes e elevadores velozes. Essa conectividade mecânica foi concebida para evacuações rápidas em emergências e para assegurar a completa acessibilidade de todos os cidadãos em trânsito.
A organização dos cinco pavimentos subterrâneos da estação está distribuída da seguinte forma:
- Nível menos um com bilheterias e controle de acesso aos usuários.
- Níveis menos dois e menos quatro dedicados aos mezaninos de circulação.
- Níveis menos três e menos cinco com plataformas sobrepostas e salas técnicas.
Qual é o impacto dessa obra no corredor de transporte regional?
A consolidação dessa parada fortalece a mobilidade em um dos eixos mais movimentados de toda a cidade. O desenvolvimento do corredor metroviário promete desafogar o tráfego rodoviário nas avenidas centrais, reduzindo expressivamente o tempo de deslocamento cotidiano da população trabalhadora.
A construção da estação Pandeyganj simboliza a capacidade da engenharia contemporânea em superar limites físicos aparentemente intransponíveis. Essa iniciativa pioneira transforma restrições severas de espaço em uma arrojada conquista tecnológica que servirá de modelo para futuras expansões ferroviárias.
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Fonte: Catraca Livre