Ataques da Arábia Saudita no Iêmen matam 3 crianças e deixam 17 feridos
Por Redação — Brasil de Fato
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Bombardeios aéreos efetuados pela Arábia Saudita contra vilarejos na província de Dhamar, no oeste do Iêmen, provocaram a morte de três crianças e deixaram outras 17 pessoas feridas na madrugada deste sábado (17). As informações foram divulgadas pela agência de notícias oficial Saba, vinculada ao movimento Ansarallah (houthis).
Segundo a agência de notícias, as investidas da aviação saudita miraram diretamente “residências civis” em áreas rurais da província. A publicação acusou ainda a coalizão liderada por Riad de empregar bombas de dispersão (conhecidas como bombas de submunição) nos ataques, um tipo de armamento cujo uso é banido por convenções internacionais.
A Arábia Saudita lidera uma aliança militar no Iêmen para sustentar as forças do governo iemenita reconhecido internacionalmente em oposição aos rebeldes houthis, apoiados pelo Irã. Após anos de calmaria relativa sob um acordo de trégua firmado em 2022, o conflito voltou a escalar de forma acentuada a partir de julho deste ano.
O acirramento das hostilidades se intensificou no mês de setembro, quando o grupo houthi deflagrou uma ofensiva relâmpago que assumiu o controle de posições estratégicas na costa do Mar Vermelho e no Estreito de Bab el-Mandeb.
De acordo com levantamento divulgado pela administração houthi sediada em Sanaa, as incursões e bombardeios aéreos perpetrados pela coalizão saudita entre os dias 3 de setembro e 15 de outubro causaram a morte de 115 pessoas e deixaram 305 feridos no país.
Em contrapartida, os houthis vêm intensificando os disparos de mísseis e drones contra instalações petrolíferas, embarcações e infraestruturas de transporte em território saudita. No último dia 10 de outubro, uma das investidas do grupo contra o Aeroporto Internacional de Riad matou 13 pessoas, registrando o episódio mais letal em solo saudita em mais de uma década.
Também neste sábado (17), a liderança do movimento houthi anunciou a libertação unilateral de 159 prisioneiros das forças governamentais iemenitas. Segundo o presidente da comissão de prisioneiros do grupo, Abdelqader al-Murtada, a soltura abrangeu militares que se renderam voluntariamente sem oferecer resistência durante a recente ofensiva costeira no oeste do país.
A medida foi formalizada sob o decreto de anistia geral expedido em setembro pelo chefe do Conselho Político Supremo dos houthis, Mahdi al-Mashat. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) atestou a libertação dos 159 combatentes e informou ter prestado suporte humanitário, com exames médicos e auxílio no transporte dos detidos.
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Fonte: Brasil de Fato