Irã está preparado para novo conflito com os EUA enquanto busca a paz, diz vice-chanceler

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Por Leonardo Sobreira — Brasil 247

(Sputnik) – O Irã está trabalhando para evitar um novo conflito com os Estados Unidos, mas permanece preparado para qualquer cenário em caso de confronto militar, afirmou na sexta-feira (16) o vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Saeed Khatibzadeh, à emissora Al-Jadeed.

“A maior parte dos esforços realizados pelo Irã por meio dos canais diplomáticos e em cooperação com mediadores tem como objetivo evitar a guerra. No entanto, estamos preparados para diferentes cenários em caso de um novo confronto militar com os Estados Unidos”, declarou o diplomata.

Teerã pretende alterar o atual equilíbrio de forças na região caso ocorra um novo ataque contra o Irã, afirmou Khatibzadeh.

Ao comentar a situação no Estreito de Ormuz, o vice-ministro acusou Washington de utilizar a passagem marítima como instrumento de confronto contra Teerã. Ele acrescentou que a situação em torno dessa rota marítima estrategicamente importante poderá ser normalizada após o desaparecimento das ameaças existentes.

Ao abordar a situação no Líbano, Khatibzadeh ressaltou que o movimento Hezbollah toma suas decisões de maneira independente, inclusive aquelas relacionadas à possível retomada das hostilidades contra Israel. Segundo ele, Teerã respeita a soberania libanesa e não interfere nos assuntos internos do país.

O Estreito de Ormuz continua sendo uma das rotas mais importantes para o abastecimento dos mercados globais de petróleo e gás natural liquefeito. As ameaças à liberdade de navegação na passagem marítima, em meio ao confronto entre o Irã e os Estados Unidos, criam riscos adicionais para o comércio internacional e a segurança energética.

Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel iniciaram ataques contra alvos no Irã, provocando uma resposta militar iraniana. Atualmente, o conflito permanece sem solução, mas as partes não estão envolvidas em combates ativos, enquanto os EUA recorrem à pressão econômica. A escalada do conflito praticamente paralisou a navegação pelo Estreito de Ormuz, uma rota fundamental para o abastecimento mundial de petróleo, derivados de petróleo e gás natural liquefeito. Como resultado, os preços dos combustíveis aumentaram na maioria dos países.

Fonte: Brasil 247

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