Flávio Bolsonaro nega irregularidades na relação com Vorcaro e vê Dark Horse como “obra-prima”
Por Leonardo Lucena — Brasil 247
247 – O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) negou ter cometido irregularidades na relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo controlador do Banco Master. Em entrevista à jornalista Renata Lo Prete, na Globo, o senador foi questionado sobre o financiamento de R$ 61 milhões repassados pelo empresário para o filme Dark Horse, retrato biográfico de Jair Bolsonaro.
Em sua fala, o candidato citou a empresa Go Up Entertainment, de Karina Gama. “A produtora prestou contas. Todos verão uma obra prima maravilhosa”, disse.
Durante a conversa, o presidenciável afirmou que não existe problema na relação dele com Vorcaro, preso por envolvimento em um esquema bilionário de fraudes financeiras.
“Relação privada. Dinheiro lícito”, continuou o senador em referência à verba para ajudar no financiamento do longa sobre Jair Bolsonaro, detido após ser condenado por ministro do Supremo Tribunal Federal a 27 anos de cadeia no inquérito da trama golpista.
Também na entrevista, o candidato Flávio Bolsonaro atacou o governo do presidente Lula e comentou sobre o ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL), condenado pelo STF por coação judicial (tentativa de interferência no julgamento do plano golpista).
Dark Horse e o caso Master
A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prorrogação, por mais 90 dias, das investigações sobre o envolvimento de Flávio Bolsonaro no financiamento do filme. Investigadores apuram possíveis crimes de lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas relacionados a recursos fornecidos por Vorcaro.
Iniciada em 2024, a Operação Compliance Zero apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo instituições do Sistema Financeiro Nacional, que teriam criado operações fictícias de crédito, incluindo empréstimos e valores a receber, para emitir títulos sem lastro real.
Segundo as investigações, após o registro contábil dessas operações, as instituições substituíam os créditos irregulares por outros ativos sem realizar as verificações técnicas necessárias.
O Banco Master captava recursos por meio da emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs), aplicações de renda fixa com remuneração previamente estabelecida e cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), respeitados os limites e as condições de garantia.
Fonte: Brasil 247