Trump move tropas para Panamá, Colômbia e Honduras: abaixo o Escudo das Américas e fora EUA da região!

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Por Redação — Esquerda Diário

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A investida dos EUA para aumentar sua presença militar na América Latina deve ser combatida com uma política anticapitalista clara.

Segundo reportagem do The New York Times, os Estados Unidos estão enviando várias centenas de soldados do Exército para treinar e realizar exercícios com forças locais na América Latina, à medida que Trump usa a desculpa do “combate ao tráfico de drogas” para aumentar sua ingerência política e militar sobre a América Latina, apoiado por seus capachos Milei, de la Espriella, Noboa e o próprio Flávio Bolsonaro.

Os primeiros elementos de um batalhão de 600 soldados da 10ª Divisão de Montanha, sediada em Fort Drum, Nova York, começaram a se desdobrar para um novo centro de treinamento em selva no Panamá.

Como dissemos aqui, a América Latina e o Caribe atravessam uma severa escalada na ofensiva imperialista conduzida pelos Estados Unidos, orientada a reconfigurar a dominação política, militar e econômica sobre a região. A administração de Donald Trump busca recuperar e aprofundar seu domínio sobre o continente mediante uma combinação de pressão econômica, chantagem comercial, controle de recursos estratégicos, ingerência e intervenção política, militarização e ameaças de intervenção direta, apoiando-se nas burguesias locais submissas e em governos dispostos a atuar como sócios subordinados de seus interesses. Em sua tentativa de recuperar o controle absoluto de seu “quintal” sob Donald Trump, Washington busca deslocar seus concorrentes, particularmente a China.

Mas essa renovada agressividade não deve ser confundida com uma hegemonia indiscutível nem com um poder ilimitado. Também expressa as dificuldades dos Estados Unidos para sustentar seu domínio em escala mundial, os reveses de sua política internacional e as contradições de uma potência que tenta compensar pela força o que já não pode garantir por outros meios. A guerra contra o Irã é uma expressão desses limites: apesar de sua enorme superioridade militar e da intensidade dos bombardeios, Washington não conseguiu impor seus objetivos estratégicos. A resistência iraniana elevou os custos do conflito e converteu a guerra em derrota estratégica para os Estados Unidos, em um cenário de desgaste cujo desfecho permanece aberto.

A essas dificuldades somam-se a disputa com a China, que tem uma enorme presença na América Latina, difícil de reverter para além dos aliados servis dos recentes governos da extrema direita. A isso se acrescenta a profunda polarização no terreno interno, o desgaste político de Trump, uma eventual derrota nas eleições de meio de mandato em novembro e as divisões em seu próprio movimento MAGA, que restringem a margem de sua política.

Diante disso, Trump quer dar passos mais concretos com o Escudo das Américas, enviando policiais e militares para atuar em operações conjuntas com os governos direitistas de Noboa, no Equador, e De la Espriella, na Colômbia. Está em discussão a permanência na américa Latina de alguns dos instrumentos militares despachados anteriormente na fracassada guerra contra o Irã. Enfrentar os governos burgueses colaboracionistas e mais diretamente vinculados com Trump é um passo essencial no enfrentamento ao imperialismo.

Mas isso não é tudo. A impotência dos “progressismos” para enfrentar Washington de forma consequente confirmam que a defesa da soberania não pode ficar nas mãos das classes dominantes nem de governos subordinados ao capital. Nem Lula e sua Frente Ampla (pedida na “química” com Trump até poucos meses atrás0, nem Sheinbaum no México, mostraram qualquer política séria e eficaz para rechaçar as investidas flagrantes dos EUA contra a Venezuela, Cuba e nossa região.

Rechaçamos com toda a nossa força a ingerência norte-americana, com um programa independente. A América Latina não é, e nunca será, o quintal de Washington. Como parte da Corrente Revolução Permanente, o Esquerda Diário vem levantando a campanha: Abaixo o Escudo das Américas! Exigimos fora o imperialismo da Venezuela e o fim imediato do bloqueio criminoso e histórico em Cuba!

A força para barrar o imperialismo e a extrema-direita não virá de acordos, mas sim da nossa classe. O peso social e a mobilização da classe trabalhadora no Brasil mostraram sua potência, nessa semana sendo o fator decisivo para impor a votação pelo fim da escala 6×1 no Senado. Esse é um ponto de apoio fundamental para fortalecer a luta anti-imperialista na América Latina, em um cenário de ingerência imperialista no cenário eleitoral brasileiro, e em especial frente às fortes manifestações se enfrentando com os amigos de Trump no Chile, Colômbia e na Argentina.

A partir da Corrente Revolução Permanente – Quarta Internacional (CRP-QI), reafirmamos nosso compromisso com a luta anti-imperialista internacionalista e chamamos a impulsionar esta campanha anti-imperialista e anticolonialista às centrais sindicais, sindicatos combativos, movimentos sociais, organizações estudantis, feministas, indígenas, populares e de direitos humanos. Também chamamos a esquerda que se reivindica anti-imperialista da América Latina, dos Estados Unidos, da Europa e do resto do mundo a levantar conjuntamente uma campanha internacional ativa.

Fonte: Esquerda Diário

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