Lula alerta para riscos de uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro: “Vão destruir tudo”

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Por João Antonio Cunha — Brasil 247

247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alertou nesta sexta-feira (16), durante ato em Ipatinga, em Minas Gerais, para os riscos que uma vitória da direita nas eleições representaria para os direitos dos trabalhadores e as políticas públicas. Ao discursar na região do Vale do Aço, Lula criticou os que se opõem ao fim da escala 6×1 e afirmou que uma volta de seus adversários ao governo poderia comprometer conquistas da população.

Lula questionou o apoio de trabalhadores da região a candidatos do campo bolsonarista, especialmente diante das posições contrárias à redução da jornada de trabalho. “Não é possível que a região mais operária de Minas Gerais, aquela que produz parte da riqueza desse país, tenha gente que vota no direitista”, declarou.

Na sequência, o presidente relacionou o posicionamento político de parte do eleitorado à discussão sobre a escala 6×1, modelo em que o trabalhador cumpre seis dias de trabalho e tem um dia de descanso. Lula criticou quem se opõe à mudança para uma jornada de cinco dias de trabalho e dois de descanso.

“Alguém que é contra a escala 6×1, que é contra o fim da escala 6×1. É alguém que não quer que os trabalhadores trabalhem só cinco dias por semana e descansem dois dias por semana”, afirmou.

Lula prevê retrocessos em direitos e políticas públicas

O presidente também advertiu que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial poderia levar à perda de conquistas acumuladas nos últimos anos. Sem poupar palavras, Lula fez um alerta aos trabalhadores presentes no ato sobre os efeitos que atribui a uma vitória da direita.

“Então é importante que a gente tenha consciência de que, se essa gente voltar ao governo, eles vão destruir tudo o que vocês conquistaram nesse tempo. Eles vão destruir!”, disse.

Lula citou universidades, institutos federais e programas sociais entre as áreas que, segundo ele, estariam ameaçadas. O presidente também mencionou a Farmácia Popular, programa que oferece medicamentos à população, e os ministérios da Cultura e do Trabalho.

“Vão destruir as nossas universidades, os nossos institutos federais, vão acabar com a Farmácia Popular, que eles já acabaram uma vez. Vão acabar com o Ministério da Cultura, do Trabalho”, declarou.

Presidente defende continuidade do crescimento

Ao encerrar sua argumentação, Lula defendeu a continuidade do desenvolvimento do país e rejeitou a possibilidade de retrocessos. O presidente associou a manutenção das conquistas sociais e trabalhistas à necessidade de impedir a volta de seus adversários ao governo.

“Nós precisamos andar para a frente. Esse país está num ponto de crescimento extraordinário. E a gente não pode permitir que haja retrocesso”, concluiu.

Fonte: Brasil 247

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