MP-SP apura supostas regalias recebidas por Milton Leite na prisão
Por Ana Luiza Basilio — Carta Capital
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O ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo estaria recebendo visitas de políticos sem autorização formal, entre eles Valdemar Costa Neto, presidente do PL
O Ministério Público de São Paulo deflagrou, nesta sexta-feira 16, uma operação para apurar suposto tratamento privilegiado concedido a presos provisórios na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, na região metropolitana de São Paulo.
A operação partiu de uma denúncia anônima de que o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite (União Brasil), preso no local, estaria recebendo regalias na prisão, como visitas de políticos e amigos fora dos dias e horários permitidos, inclusive à noite e aos fins de semana.
O suposto favorecimento seria viabilizado por um carcereiro . Leite foi preso sob suspeita de envolvimento em um esquema de ligação entre o PCC e o setor de transporte público de São Paulo.
Entre os políticos que visitaram Milton Leite sem autorização formal estão Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e os deputados estaduais Delegado Olin (PP) e Rogério Franco (PL).
A operação, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), cumpriu três mandados de busca e apreensão, com o objetivo de verificar as condições em que os presos se encontram, além de procurar celulares, imagens de câmeras de monitoramento e outras provas que possam contribuir com a investigação.
As diligências também contaram com o apoio da Polícia Militar, Polícia Penal e Corregedoria da Polícia Civil.
Segundo o MP-SP, os fatos podem configurar os crimes de corrupção passiva e ativa, além de prevaricação, entre outros. A investigação segue sob sigilo.
Ana Luiza Basilio
Repórter do site de CartaCapital
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Fonte: Carta Capital