Agronegócio alcança recorde de 28,4 milhões de trabalhadores no segundo trimestre

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Por João Antonio Cunha — Brasil 247

247 – O agronegócio brasileiro registrou 28,4 milhões de pessoas ocupadas no segundo trimestre de 2026, alta de 0,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado é o maior já registrado para o período desde o início da série histórica, em 2012, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Os trabalhadores do setor correspondiam a 26% da população ocupada do país entre abril e junho. O percentual ficou praticamente estável na comparação com o segundo trimestre de 2025, mas foi inferior aos 26,3% registrados nos três primeiros meses de 2026.

Segundo a CNN Brasil, o avanço do emprego no agronegócio ocorreu em um cenário de expansão do mercado de trabalho brasileiro. A taxa nacional de desocupação ficou em 5,4% no segundo trimestre deste ano, o menor índice para o período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).

Atividades agropecuárias puxam crescimento

Entre os segmentos do agronegócio, as atividades agropecuárias, que integram o segmento primário, tiveram o maior avanço, com crescimento de 2,7% na população ocupada em relação ao segundo trimestre de 2025. Os agrosserviços também ampliaram o número de trabalhadores, com alta de 1,1%.

Na direção oposta, o segmento de insumos agropecuários registrou queda de 6,5% na ocupação, enquanto a agroindústria apresentou redução de 2,4%.

Trabalho por conta própria e emprego formal avançam

A análise por posição na ocupação aponta crescimento de 2,4% no número de trabalhadores por conta própria e de 3,5% entre os empregadores, na comparação anual. O contingente de empregados com carteira assinada aumentou 0,5%, enquanto o de trabalhadores familiares auxiliares cresceu 1,2%. Já o número de empregados sem carteira assinada recuou 1,7%.

Apesar da queda nessa última categoria, os trabalhadores com carteira assinada permaneceram como o maior grupo do agronegócio. No segundo trimestre de 2026, eram aproximadamente 9,88 milhões de pessoas, equivalentes a 34,8% do total de ocupados no setor.

Escolaridade e participação feminina

O levantamento também aponta continuidade do aumento da escolaridade entre os trabalhadores do agronegócio, embora os dados divulgados não detalhem as variações por nível de instrução.

Na divisão por gênero, o número de homens ocupados no setor cresceu 0,6% entre o segundo trimestre de 2025 e o mesmo período de 2026. Entre as mulheres, a alta foi de 0,7%.

Segundo os pesquisadores do Cepea e da CNA, homens e mulheres contribuíram para o aumento da população ocupada no agronegócio, com crescimento proporcional ligeiramente maior entre as trabalhadoras.

Fonte: Brasil 247

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