Brasil deve voltar ao grupo das oito maiores economias do mundo em 2027, prevê FMI

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Por Emanuela Godoy — TVT News

O Brasil deve voltar a ocupar a oitava posição entre as maiores economias do mundo em 2027, segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgadas na atualização de outubro do relatório Perspectivas da Economia Mundial (World Economic Outlook). Leia em TVT News.

A estimativa aponta que o país ultrapassará Itália e Rússia no ranking internacional, com Produto Interno Bruto (PIB) nominal projetado em US$ 2,796 trilhões.

Atualmente, o Brasil ocupa a décima posição. Para 2026, o FMI estima que a economia brasileira alcance US$ 2,655 trilhões, ainda atrás da Rússia, com US$ 2,861 trilhões, e da Itália, com US$ 2,702 trilhões. A mudança está prevista para o ano seguinte, quando o valor estimado do PIB brasileiro deverá superar o das duas economias.

De acordo com as projeções, a Itália deverá registrar PIB de US$ 2,772 trilhões em 2027, enquanto a Rússia deverá alcançar US$ 2,675 trilhões. O Brasil, portanto, ficaria à frente de ambos os países e avançaria duas posições na classificação mundial.

O levantamento também indica que o país poderá permanecer na oitava colocação até 2031. Para esse ano, a estimativa do FMI é de que a economia brasileira alcance US$ 3,398 trilhões.

Brasil pode ultrapassar US$ 3 trilhões em 2029

As projeções do FMI apontam ainda que o PIB nominal brasileiro deverá ultrapassar a marca de US$ 3 trilhões em 2029. A estimativa é de US$ 3,056 trilhões naquele ano, o que representaria um novo patamar para o tamanho da economia brasileira medido em dólares.

Em 2026, o PIB projetado, de US$ 2,655 trilhões, também deverá superar o maior valor anterior da série mencionada nos dados apresentados, registrado em 2011, quando o indicador chegou a US$ 2,614 trilhões.

O ranking utilizado pelo FMI considera o valor nominal do Produto Interno Bruto convertido em dólares. Esse indicador representa a soma dos bens e serviços produzidos em um país durante determinado período e permite comparar o tamanho das economias em uma moeda comum.

A classificação, porém, não mede diretamente a distribuição de renda, o poder de compra da população ou a qualidade de vida. Como os valores são nominais, eles não descontam os efeitos da inflação. Além disso, variações nas taxas de câmbio podem alterar a posição dos países no ranking, mesmo sem uma mudança proporcional na produção interna.

Pelas estimativas para 2027, os Estados Unidos devem continuar na liderança entre as maiores economias do mundo, seguidos por China e Alemanha. A Índia aparece na quarta posição, à frente de Reino Unido, Japão e França. O Brasil deverá ocupar o oitavo lugar, caso as projeções se confirmem.

Projeção das dez maiores economias em 2027

PIB nominal estimado, em US$ trilhões

EUA

34,440

China

22,940

Alemanha

5,660

Índia

4,520

Reino Unido

4,490

Japão

4,470

França

3,650

Brasil

2,796

Itália

2,772

Rússia

2,675

Valores arredondados.

Fonte: FMI, World Economic Outlook. Valores conforme a imagem de referência.

Crescimento real deve desacelerar

Apesar da perspectiva de avanço no ranking internacional, o FMI prevê uma desaceleração do crescimento real da economia brasileira nos próximos anos. A taxa, que mede a variação da produção de bens e serviços descontando os efeitos da inflação, deverá passar de 2,3% em 2025 para 2,2% em 2026 e 1,9% em 2027.

A projeção indica que o crescimento da economia continuará positivo, mas em ritmo menor. Por isso, a expectativa de avanço no ranking das maiores economias não deve ser interpretada, isoladamente, como sinal de aceleração da atividade econômica.

A posição de um país na classificação mundial depende do valor nominal de seu PIB em dólares, enquanto o crescimento real mede a expansão efetiva da produção. São indicadores diferentes, que ajudam a compreender aspectos distintos do desempenho econômico.

FMI projeta queda da inflação e aumento do desemprego

O relatório também apresenta estimativas para a inflação brasileira. Segundo as projeções, o índice deverá recuar gradualmente, passando de 5% em 2025 para 4,4% em 2026 e 4,1% em 2027.

No mercado de trabalho, entretanto, a estimativa aponta aumento da taxa de desemprego. O indicador deverá passar de 6% em 2025 para 6,2% em 2026 e 6,8% em 2027.

Os números projetados pelo FMI indicam, portanto, cenários distintos para a economia brasileira: avanço no valor nominal do PIB e na posição internacional, desaceleração do crescimento real, redução gradual da inflação e elevação prevista do desemprego.

Outro indicador acompanhado pelo fundo é o déficit em transações correntes, que reúne o saldo das operações de bens, serviços, rendas e transferências entre o Brasil e outros países. A projeção é de redução do resultado negativo, de 2,9% do PIB em 2025 para 2,4% em 2026 e 2% em 2027.

As estimativas são projeções econômicas e podem mudar conforme o desempenho da economia brasileira e internacional, além das oscilações cambiais. Assim, o retorno do Brasil ao grupo das oito maiores economias do mundo em 2027 ainda depende da confirmação dos valores previstos pelo FMI.

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Fonte: TVT News

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