Trump diz que está conversando com Rússia e China sobre desnuclearização

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Por Otávio Rosso — Brasil 247

247 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (15) que Washington mantém conversas com a Rússia e a China para buscar a redução dos arsenais nucleares das três maiores potências atômicas do mundo. Segundo o republicano, as negociações envolvem a possibilidade de estabelecer compromissos de desnuclearização em um momento de crescente preocupação com a expansão da capacidade militar chinesa.

As declarações foram feitas durante entrevista à emissora americana Newsmax, conforme reportagem da agência Reuters. Trump manifestou interesse em avançar nas discussões sobre o controle de armamentos nucleares e confirmou que o assunto está sendo tratado diretamente com Moscou e Pequim.

“Tudo isso é uma pena, porque eu adoraria promover a desnuclearização, se possível, mas, na verdade, estamos conversando com a Rússia sobre isso e também com a China sobre a desnuclearização”, afirmou o presidente americano.

Durante a entrevista, Trump também demonstrou preocupação com o crescimento do arsenal nuclear da China. O republicano disse esperar que Pequim alcance os Estados Unidos em capacidade nuclear nos próximos cinco anos, sinalizando que considera a expansão chinesa um fator relevante para as negociações internacionais sobre armamentos estratégicos.

A Newsmax informou ainda que Trump discutiu a questão da desnuclearização diretamente com o presidente chinês, Xi Jinping. A informação indica que o tema integra as conversas entre as lideranças das duas maiores economias do mundo, embora não tenham sido divulgados detalhes sobre eventuais compromissos assumidos ou propostas concretas apresentadas durante os contatos.

As declarações ocorrem em um cenário de incerteza sobre os mecanismos internacionais de controle de armas nucleares, especialmente após o vencimento, no início deste ano, do Novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas, conhecido como Novo START, que estabelecia limites para os arsenais estratégicos dos Estados Unidos e da Rússia.

O acordo, assinado em 2010, constituía um dos principais instrumentos de controle de armamentos nucleares entre Washington e Moscou. O tratado previa a possibilidade de uma única prorrogação, posteriormente acertada pelo então presidente americano Joe Biden e pelo presidente russo Vladimir Putin, que concordaram em estender sua vigência por cinco anos.

Rússia e Estados Unidos concentram os maiores arsenais nucleares do planeta

De acordo com dados do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri), a Rússia possui o maior estoque total de ogivas nucleares do mundo, seguida pelos Estados Unidos e pela China.

A distribuição das armas, entretanto, apresenta diferenças importantes. Embora Moscou tenha um número total superior de ogivas armazenadas, Washington mantém uma quantidade maior de armamentos nucleares implantados, ou seja, posicionados em sistemas militares operacionais.

Fonte: Brasil 247

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