Netanyahu chama Brasil de país pequeno ao lembrar viagem para posse de Jair Bolsonaro

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Por João Antonio Cunha — Brasil 247

247 – O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, chamou o Brasil de “um pequeno país” ao recordar sua viagem ao país em janeiro de 2019, quando participou da posse do então mandatário Jair Bolsonaro (PL). A declaração foi feita na quarta-feira (14), durante a inauguração da embaixada da Colômbia em Jerusalém, e incluiu uma referência às eleições presidenciais brasileiras de 2026.

“Fomos a um pequeno país chamado Brasil para a posse do presidente Bolsonaro. Quem sabe? Talvez façamos isso novamente”, afirmou Netanyahu, em alusão à disputa entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-mandatário, e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O segundo turno está marcado para o próximo dia 25.

Durante o discurso, o premiê também falou sobre a intenção de ampliar a atenção de seu governo à América Latina. Ele pediu à equipe que substitua o mapa de seu gabinete por outro que contemple a região, além de África e Ásia.

“Por favor, altere [o mapa]. Coloque um mapa que inclua a América Latina. Por favor, façam isso. Toda a África, toda a Ásia, porque o mundo está voltando”, declarou.

Relações entre Brasil e Israel se deterioraram

Segundo o jornal Folha de São Paulo, a visita de Netanyahu ao Brasil, em 2019, ocorreu em um período de aproximação entre os dois governos, que defendiam o fortalecimento dos vínculos políticos e econômicos. Bolsonaro, admirador declarado de Israel, chegou a manifestar a intenção de transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, seguindo uma iniciativa dos Estados Unidos durante o governo de Donald Trump. A mudança, no entanto, não foi concretizada.

A transferência tem significado diplomático porque representa o reconhecimento de Jerusalém como capital israelense. Israel reivindica a cidade como sua capital, enquanto os palestinos defendem Jerusalém Oriental como capital de um futuro Estado palestino. O status definitivo da cidade permanece entre as principais questões do conflito.

No terceiro mandato de Lula, as relações entre Brasília e Tel Aviv se deterioraram principalmente em razão do genocídio promovido por Israel na Faixa de Gaza. Em fevereiro de 2024, o presidente brasileiro comparou a agressão militar ao Holocausto, levando o governo Netanyahu a declará-lo persona non grata em Israel.

Em resposta, o Brasil convocou seu embaixador em Tel Aviv, Frederico Meyer, para consultas. Meses depois, o diplomata foi transferido para outra função, e a representação brasileira passou a ser chefiada por um encarregado de negócios.

Fonte: Brasil 247

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