MP defendeu barrar candidatura de Canella, aliado de Flávio Bolsonaro, por suspeita de ligação com milícias
Por Leonardo Miazzo — Carta Capital
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O TRE do Rio de Janeiro autorizou, porém, o ex-prefeito de Belford Roxo a disputar uma vaga na Alerj
O Ministério Público Eleitoral defendeu em setembro rejeitar o registro da candidatura de Márcio Canella (União) a deputado estadual pelo Rio de Janeiro, em razão de indícios de vínculo com milícias. O Tribunal Regional Eleitoral fluminense autorizou, porém, o ex-prefeito de Belford Roxo a concorrer — e ele foi o segundo mais votado para a Alerj.
Canella e o ex-secretário de Polícia Civil Marcus Amin foram presos nesta quinta-feira 15 pela Polícia Federal na oitava fase da Operação Unha e Carne. A corporação apura lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis na região metropolitana da capital, além da ligação entre agentes públicos e criminosos do estado.
O MPE se manifestou inicialmente a favor da candidatura de Canella, aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL). Posteriormente, o órgão mudou seu entendimento, à luz de novas provas, e recomendou negar o registro devido a três motivos centrais:
“Há de fato um desconforto legítimo de deferir o registro de quem escolheu, de olhos abertos, essas cercas de aliados que a Justiça afastou das urnas”, disse no julgamento do registro o desembargador Paulo Cesar Salomão Filho. “Este desconforto, no entanto, não é critério de julgamento. Ao meu sentir, os parâmetros fixados por essa Corte foram construídos precisamente para o momento em que a convicção moral pede mais que a prova pode oferecer.”
Leonardo Miazzo
Editor de CartaCapital
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Fonte: Carta Capital