Deputado estadual eleito Márcio Canella, do RJ, volta a ser preso pela PF
Por Vinícius Nunes — Carta Capital
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Parlamentar do União Brasil é um dos seis alvos de mandados de prisão preventiva da investigação, que apura esquema bilionário de lavagem de dinheiro no Rio
A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira 15 Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo e deputado estadual eleito no Rio de Janeiro, durante a oitava fase da Operação Unha e Carne . A ação investiga uma organização criminosa suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis para lavar dinheiro.
Ao todo, a PF cumpre seis mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão em sete municípios fluminenses: Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo. As ordens foram expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal.
Também foram presos nesta manhã:
A Justiça também determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas investigadas. Segundo a PF, 96 delas são postos de combustíveis. O grupo teria movimentado mais de 7,6 bilhões de reais em seis anos, de acordo com relatório do Coaf.
Segundo a Polícia Federal, os investigados poderão responder por organização criminosa armada, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel.
A operação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal para combater organizações criminosas no Rio de Janeiro. A investigação também apura possíveis conexões entre agentes públicos e grupos criminosos, em uma frente de atuação relacionada às diretrizes estabelecidas pelo STF no julgamento da ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas.
Canella foi o segundo candidato mais votado para a Alerj nas eleições deste ano, com 197.178 votos . Antes, havia renunciado à Prefeitura de Belford Roxo para disputar uma vaga no Senado, mas desistiu da candidatura em agosto e concorreu ao Legislativo estadual.
O político já havia sido preso em julho, durante a sexta fase da Operação Unha e Carne, quando agentes encontraram um fuzil em seu carro . Na ocasião, ele afirmou que a arma pertencia ao policial militar responsável por sua segurança.
CartaCapital entrou em contato com o União Brasil, partido de Canella, e aguarda manifestação. O texto será atualizado se houver resposta.
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Fonte: Carta Capital