Preso pela PF nesta quinta, Márcio Canella foi o segundo deputado estadual mais votado no Rio
Por Guilherme Levorato — Brasil 247
247 – O deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil) foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (15), durante a deflagração da 8ª fase da Operação Unha e Carne. O político obteve expressiva votação nas urnas no último dia 4 de outubro, consagrando-se como o segundo deputado estadual mais votado do Rio de Janeiro ao somar 197.178 votos em todo o estado.
A ação ostensiva da Polícia Federal mira o combate às conexões e ingerências de agentes públicos e políticos com grupos criminosos e facções que atuam no Estado do Rio de Janeiro. Durante o cumprimento do mandado, o parlamentar tentou se esconder dos registros fotográficos e cinematográficos ao sair do condomínio onde reside conduzido por agentes federais enquanto cobria o rosto com um guarda-chuva.
Histórico de cargos públicos e envolvimento em investigações
Antes de garantir uma cadeira para a próxima legislatura na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Canella construiu uma extensa carreira política na Baixada Fluminense. Ele exerceu o mandato de prefeito de Belford Roxo, cargo para o qual havia sido eleito nas eleições municipais de 2024. Contudo, renunciou à chefia do Poder Executivo municipal no início deste ano com a pretensão inicial de disputar uma vaga ao Senado Federal pelo estado do Rio de Janeiro.
No âmbito da administração pública de Belford Roxo, o político também acumula passagens como secretário municipal da Casa Civil, vereador e vice-prefeito durante a gestão do ex-prefeito Waguinho. Além da eleição recente para a Alerj, Canella já havia exercido o mandato de deputado estadual em duas outras oportunidades.
A prisão ocorrida nesta quinta-feira não é o primeiro desdobramento policial ostensivo contra o parlamentar. Em julho deste ano, durante a 6ª fase da mesma Operação Unha e Carne, Canella foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito, após policiais federais localizarem um fuzil no interior de seu veículo. Na ocasião da apreensão, o político alegou que o armamento não lhe pertencia.
O objetivo inicial daquela fase da operação era o cumprimento de um mandado de busca e apreensão contra o político. As investigações apuravam o funcionamento de uma rede de postos de combustíveis no Grande Rio que teria movimentado cerca de R$ 7,6 bilhões em um complexo esquema de lavagem de dinheiro operado com a anuência e participação de lideranças políticas locais.
Fonte: Brasil 247