‘Ninguém nasceu para trabalhar até a exaustão enquanto outros acumulam riqueza’, diz Lindbergh

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Por Leonardo Lucena — Brasil 247

247 – O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) comemorou a aprovação, pelo Senado, da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1, a redução da jornada de trabalho e a garantia de dois dias de descanso remunerado por semana, sem diminuição dos salários. Em manifestação divulgada após a votação desta quarta-feira (14), o parlamentar classificou a decisão como uma conquista dos trabalhadores e do governo Lula (PT). “Ninguém nasceu para trabalhar até a exaustão enquanto outros acumulam riqueza!”, afirmou.

Na publicação, Lindbergh destacou que a mudança poderá ampliar o tempo disponível para atividades familiares, educação e descanso. O deputado também criticou propostas defendidas por integrantes do Partido Liberal (PL) e relacionou a aprovação da medida ao debate eleitoral entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que disputarão o segundo turno da eleição presidencial em 25 de outubro.

Impacto da redução na vida dos trabalhadores

O deputado ressaltou que o fim da escala 6×1 permitirá uma nova distribuição do tempo entre trabalho e vida pessoal. A proposta estabelece uma jornada semanal menor e dois dias de folga, preservando a remuneração dos empregados abrangidos pelas novas regras.

Em sua manifestação, Lindbergh também chamou atenção para a situação das mulheres que acumulam atividades profissionais e responsabilidades domésticas.

“Jornada menor, duas folgas por semana e sem redução de salário. Mais tempo para viver, cuidar dos filhos, estudar e descansar. Para milhões de mulheres que saem do emprego e ainda enfrentam uma segunda jornada cuidando da casa, dos filhos e dos pais idosos, essa conquista significa ainda mais. É o direito de ter uma vida além do trabalho. Ninguém nasceu para trabalhar até a exaustão enquanto outros acumulam riqueza!”.

A declaração relaciona a mudança constitucional à divisão das responsabilidades familiares e ao tempo dedicado ao cuidado de crianças e idosos.

A nova jornada prevê a redução do limite semanal de 44 para 40 horas, com implementação gradual e manutenção dos salários. A alteração também estabelece dois períodos de descanso remunerado, um deles preferencialmente aos domingos.

Críticas a propostas de bolsonaristas

Na publicação, o deputado mencionou o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, e afirmou que ele havia votado contra a proposta durante sua tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O parlamentar também atribuiu ao candidato do PL a intenção de rever as regras trabalhistas caso vença a eleição presidencial. “Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, já havia votado contra a proposta na CCJ. Flávio ainda sinalizou a empresários que irá rever as regras se eleito.”

Em seguida, Lindbergh criticou a alternativa de remuneração por horas trabalhadas, que, segundo ele, permitiria reduzir proporcionalmente os rendimentos dos empregados.

“A alternativa defendida pelo PL mantém a escala 6×1 e propõe pagamento por hora trabalhada: quem trabalha menos, recebe menos. Precisamos impedir que a exploração avance para jornadas ainda mais precárias, como a chamada escala 7×0, sem descanso semanal!”

Disputa presidencial

A aprovação da proposta ocorreu a 11 dias do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. Lula e Flávio Bolsonaro disputam a Presidência após o primeiro turno realizado em 4 de outubro.

Em sua manifestação, Lindbergh destacou o resultado da pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira, que apontou empate técnico entre os candidatos. O levantamento registrou 46% das intenções de voto para Flávio Bolsonaro e 44% para Lula, com margem de erro de dois pontos percentuais.

O deputado também afirmou que a mobilização política continua após a aprovação da PEC e mencionou preocupações sobre possíveis interferências externas e sobre a atuação de instituições e empresas de tecnologia no processo eleitoral.

“Tudo isso a 11 dias do segundo turno, com a Quaest de hoje mostrando uma disputa empatada. Seguimos mobilizados nas ruas e nas redes, atentos às denúncias de interferência dos EUA, das big techs e da parcialidade do TSE. Defender os direitos sociais e a soberania popular exige mobilização e vigilância democrática permanente.”

As referências à interferência dos Estados Unidos, à atuação das empresas de tecnologia e à parcialidade do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) integram as críticas apresentadas pelo parlamentar. A declaração não detalha provas dessas alegações.

O SENADO APROVOU O FIM DA ESCALA 6X1: VITÓRIA HISTÓRICA DOS TRABALHADORES E DO GOVERNO LULA!

Jornada menor, duas folgas por semana e sem redução de salário. Mais tempo para viver, cuidar dos filhos, estudar e descansar. Para milhões de mulheres que saem do emprego e ainda…

— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) October 15, 2026

Fonte: Brasil 247

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