Virada à vista? Quaest mostra empate técnico entre Flávio e Lula e preferência das abstenções pelo petista

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Por Ton Paulo — Jornal Opção

Virada à vista? Quaest mostra empate técnico entre Flávio e Lula e preferência das abstenções pelo petista

A disputa do 2º turno da eleição presidencial parece ter atingido o ápice da indefinição, e com sutis tendências de virada. É o que mostra a mais nova pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira, 14, a primeira após o 1º turno eleitoral. Conforme o levantamento, Flávio Bolsonaro aparece com 46% das intenções de voto, enquanto Lula figura com 44%. Uma vez que a margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados.

A Quaest entrevistou 2.154 pessoas, entre os dias 10 a 13 de outubro. O nível de confiabilidade é de 95% e foi registrada no TSE sob o número BR-8729/2026.

Com a margem de erro, Flávio pode ter 48% ou 44%, enquanto Lula pode ter 42% ou 46%.

Os números podem aparentar, à primeira vista, motivo de comemoração para o filho “01” de Bolsonaro. Afinal, mesmo com a margem de erro, ele ainda aparece à frente do adversário. Contudo, a se levar em conta a amplitude do cenário, a euforia pode estar muito mais na campanha de Lula.

Isso porque os números revelam dois pontos que podem virar a chave nestas eleições. O primeiro, é que a migração massiva de votos dos candidatos da direita e centro-direita como Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema para Flávio Bolsonaro pode não ter acontecido, como era esperado nos círculos bolsonaristas, mesmo que a maior parte dos eleitores desses nomes estejam com o filho de Bolsonaro.

O outro ponto, e esse ainda mais importante, é que a parte majoritária dos eleitores que se abstiveram no 1º turno podem estar pendendo para Lula no 2º turno.

Ao analisar a pesquisa de hoje, o cientista político e CEO da Quaest Pesquisas, Felipe Nunes, cravou o cenário. Segundo ele, dos 7% de eleitores que votaram em alternativas à polarização Lula x Bolsonaro, a maior parte está escolhendo por Flávio no 2º turno.

No entanto, ainde de acordo com Nunes, o que está realmente fazendo a diferença é o eleitor que disse que se absteve ou que votou branco/nulo no 1º turno. “Desses, 43% dizem que vão votar no Lula e 38% no Flávio. Ou seja, reduzir a abstenção em relação ao 1º turno não é suficiente, mas é essencial para Lula”, avaliou o cientista.

Lula sabe disso e parece estar direcionando todos os esforços de sua campanha justamente para estar parcela que não votou no dia 4 de outubro, mas que pode votar nele no dia 25.

Como dito anteriormente, a eleição está acirrada e definitivamente indefinida. Porém, a possibilidade de termos uma virada pela primeira vez na histórias das eleições presidenciais fica cada vez mais sólida. A ver.

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Fonte: Jornal Opção

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