Por Hiroshi Bogéa — Opinião em Pauta

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BRASÍLIA – Em pronunciamento contundente no Plenário do Senado Federal, o senador Beto Faro (PT-PA) fez uma defesa   histórica da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 221/2019), que extingue a escala  6×1 no Brasil. O parlamentar classificou a medida como uma “vitória  do trabalhador brasileiro” e destacou que a institucionalização da jornada 5×2 , sem redução de salário, coloca o Brasil numa nova era nas relações de trabalho .

Durante o discurso, Faro  fez um resgate  sobre a resistência dos partidos de oposição e de setores empresariais. Segundo o senador, os argumentos apocalípticos utilizados hoje pelas elites econômicas para tentar barrar o fim da escala 6×1 são rigorosamente os mesmos usados desde o período colonial contra os avanços sociais.

“Os mesmos setores que hoje bradam previsões apocalípticas sobre o fim da escala 6×1 são os herdeiros ideológicos daqueles que, no passado, disseram que o Brasil quebraria com a abolição da escravidão, com a instituição do salário mínimo, com o décimo terceiro ou com a jornada de 44 horas na Constituinte de 1988. A história provará que eles estavam errados em todas essas ocasiões, e provará novamente”, afirmou o parlamentar.

Recuo da Extrema Direita e Manobras Políticas

O senador paraense também analisou os bastidores políticos que antecederam a votação. Ele apontou que a bancada conservadora tentou desvirtuar e sabotar a proposta original ao defender uma “versão alternativa” apresentada pelo PL, que previa horário flexível com redução proporcional de salários, FGTS, 13º e férias, além da prevalência de contratos individuais sobre acordos coletivos.

Faro comentou a mudança repentina de postura da extrema direita nas últimas 24 horas, mencionando o recuo do senador Flávio Bolsonaro, que orientou o apoio da oposição à matéria. Para o parlamentar do PT, o movimento não reflete convicção genuína, mas sim um cálculo eleitoral diante da imensa pressão popular. Ele alertou, contudo, para a necessidade de vigilância contra possíveis “armadilhas políticas” futuras.

Produtividade e Tecnologia no Século XXI

O ponto central da defesa de Beto Faro para a nova jornada de trabalho baseia-se nas transformações estruturais da economia moderna. O senador argumentou que a automação e a inteligência artificial trouxeram saltos exponenciais de produtividade que justificam e tornam plenamente sustentável a concessão de mais tempo de descanso ao trabalhador.

“Em pleno século XXI, manter a classe trabalhadora sob o jugo de uma escala colonial e exaustiva é um contrassenso econômico e humanitário. Trabalhadores descansados adoecem menos, produzem mais, consomem no comércio local e ganham o direito inalienável de conviver com suas famílias”, defendeu Faro.

O senador encerrou conclamando a Casa a rejeitar as manobras de precarização trabalhista e registrar o momento como o dia em que o Senado Federal escolheu o lado da dignidade humana e do futuro do Brasil.

Informações: Assessoria de Comunicação do Senador Beto Faro (PT-PA)

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Fonte: Opinião em Pauta

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