Três são condenados pela morte de filho de sargento da PM no ES; veja penas
A Gazeta

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A Justiça do Espírito Santo condenou, nesta quarta-feira (14), Helienay Martins Oliveira, Thiago dos Santos Monteiro e Paulo Vitor da Silva Gonçalves pelo assassinato de Daniel Moreira Patrício, de 23 anos . As penas somam mais de 75 anos de prisão. Filho de um sargento da Polícia Militar, o jovem foi baleado na nuca em frente de casa, na Serra, em 3 de agosto de 2020, e morreu no dia seguinte.
Segundo o Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), a condenação ocorreu em julgamento pelo Tribunal do Júri. Os três foram presos dois meses após o crime.
A sentença também determinou que os condenados paguem, conjuntamente, R$ 100 mil de indenização por danos morais aos pais de Daniel. O valor levou em consideração as graves consequências do crime para a família. Na noite do ataque, a mãe de Daniel ouviu os tiros e viu o filho baleado em frente à residência.
Veja as penas de cada condenado:
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Helienay Martins Oliveira: 30 anos de prisão;
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Thiago dos Santos Monteiro: 23 anos, 5 meses e 7 dias de prisão;
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Paulo Vitor da Silva Gonçalves: 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão.
Conforme o MPES, os jurados reconheceram qualificadoras relacionadas à motivação torpe, ao pagamento pela execução e ao uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
De acordo com a sentença, Helienay planejou o crime em razão do relacionamento da ex-esposa com Daniel. Ele teria contratado Thiago dos Santos Monteiro para executar o jovem, com a participação de Paulo Vitor da Silva Gonçalves como intermediário.
A reportagem de A Gazeta tenta contato com as defesas dos três condenados. O espaço segue aberto para manifestação.
Relembre o caso
Daniel foi baleado por volta das 23h45 de 3 de agosto de 2020, após sair da lanchonete em que trabalhava, no Bairro das Laranjeiras, na Serra. Ele foi abordado em frente de casa e atingido por um tiro na nuca.
Policiais que patrulhavam uma região próxima receberam o chamado para atender à ocorrência e avistaram um veículo em alta velocidade. Ao abordá-lo, constataram que o motorista era um sargento da Polícia Militar que levava o filho baleado para o hospital.
A equipe acompanhou o carro até o Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves. Daniel não resistiu aos ferimentoe e morreu no dia seguinte.
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Fonte: A Gazeta