Meta descobre ferramenta para driblar censura e promove nova sabotagem contra campanha de Lula
Por Laís Gouveia — Brasil 247
É notório que a campanha de Lula virou um grande tostão contra o milhão, “a campanha mais difícil e mais decisiva de nossas vidas”, como muitos dizem por aí. E, quando olhamos o investimento das big techs em favorecer a extrema-direita brasileira, nos damos conta do quanto esse pleito eleitoral e o peso dos rumos do Brasil nos próximos anos serão decisivos para um mundo cada vez mais dominado por grupos que detêm a máquina de moer o povo.
Na semana passada, escrevi aqui que, através de uma fonte em off que trabalha na Meta Brasil, descobri que a empresa controlada pelo grande amigo de Donald Trump, Mark Zuckerberg, demitiu em massa moderadores e trocou parte importante do pessoal por máquinas, por inteligências artificiais que agora moderam o que é permitido publicar ou não no Brasil. E tal troca foi feita justamente no período eleitoral. Não, seu algoritmo não caiu horrores por coincidência do destino. Existem comando e comandos externos.
Agora, vem à tona mais um bote de naja da toda-poderosa. A sabotagem via WhatsApp.
Como os algoritmos no Instagram se transformaram em verdadeiras bolhas e com um engajamento terrível para o campo progressista, enquanto nomes como Nikolas atingem engajamento semelhante ao da Beyoncé em seus vídeos, mas com número infinitamente menor de seguidores (como o mundo é generoso quando és de extrema-direita), a única saída, e que estava dando supercerto, é o WhatsApp.
Claro, lá temos inúmeros contatos. Desde a tia evangélica que vemos uma vez por ano ao Adalberto, encanador que está em dúvida sobre em quem votar. Um terreno fértil, mas que já está sob a mira do grande sabotador.
Primeiro foi Kássio Nunes Surubeiro, que meteu o louco em duas decisões individuais e mandou cancelar o grupo Exército de Lula no Whats, mesmo sem comprovar qualquer fake news que ali estivesse para bancar tal situação.
Agora vem a Meta, numa movimentação muito mais sutil que a do ministro bolsonarista, e sabota a IA do Whats. Reportagem de Thais Bilenky, do UOL, indica que “a Inteligência Artificial da Meta disponível no Whatsapp dá tratamento diferenciado a Lula (PT) e Flavio Bolsonaro (PL) na geração de material de campanha digital. Ao fazer pedidos idênticos para geração de uma bandeira verde e amarela escrito Lula 13 e Flavio 22, apenas a imagem do bolsonarista é gerada. Da mesma forma, a Meta recusa gerar uma imagem de Lula na avenida Paulista com o número 13 —e atende o mesmo pedido para Flávio”.
Sabotagem na cara, sem sabonete. Cuspida. E creio que tal ação irá piorar demais, principalmente com os status, aquela bolinha verde, algo fundamental para divulgar a campanha do presidente. Prevejo falhas de carregamento e vídeos desaparecidos do absolutamente nada.
As big techs ganham muito com uma derrota do presidente. Flávio é o militante número 1 contra a regulamentação das redes. Na verdade, seu gabinete do ódio ganha, e muito, com essa terra de ninguém estabelecida, elegendo seus parlamentares com lacrações folclóricas e muita mentira. A base do bolsonarismo é o terreno livre e sem controle nas redes para o disparo de fake news. Ou seja: nunca foi tão lucrativa essa parceria sinistra entre Flávio e Zuckerberg.
Fonte: Brasil 247