Ex-PM acusado de vender armas para o TCP atuava na Mesa Diretora da Alerj

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Por Guilherme Levorato — Brasil 247

247 – O ex-policial militar Eduardo Thales Lopes Pires, preso pela Polícia Federal no último dia 7 sob a acusação de vender armas, vazar informações e lavar dinheiro para a facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), trabalhava diretamente na Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), informa Tácio Lorran, do Metrópoles.

Nomeado em março de 2023 por Rodrigo Bacellar para exercer o cargo de Assistente III na Secretaria-Geral da Mesa Diretora (SGM), o ex-PM tinha um salário mensal de R$ 8,1 mil e atuava no setor que é o principal órgão de assessoramento técnico e legislativo do parlamento, responsável por apoiar diretamente a Mesa Diretora e a Presidência da Alerj. Ele foi exonerado em agosto de 2024.

Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, Eduardo Thales Lopes Pires movimentou aproximadamente R$ 33,4 milhões entre 2019 e 2023. A denúncia aponta que o ex-militar utilizava uma empresa de fachada para tentar lavar a origem ilícita dos recursos.

Além de Eduardo, outro ex-policial militar integrante do esquema com a facção também ocupou cargo comissionado na Alerj. O ex-PM Marcel Rodrigues Fernandes atuava no gabinete do deputado Felipinho Ravis (PP) — reeleito com 93 mil votos — exercendo a função de Assessor Parlamentar II, também com remuneração mensal de R$ 8,1 mil.

Marcel desligou-se da Assembleia Legislativa em outubro de 2025 e ingressou no Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran), onde passou a receber R$ 12,3 mil por mês. Em maio deste ano, ele foi exonerado do órgão pela gestão de Ricardo Couto.

Fonte: Brasil 247

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