O que fazer para evitar queda de idosos? Veja medidas simples para prevenir acidentes

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Publicado em 13 de Outubro de 2026 às 16:15

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As quedas são acidentes domésticos comuns na terceira idade. No entanto, elas podem provocar fraturas, perda de autonomia, internações e impacto direto na qualidade de vida. Embora muitas vezes sejam tratadas como episódios inevitáveis do envelhecimento, elas podem ser prevenidas com atenção ao ambiente, acompanhamento de saúde e mudanças simples na rotina.

De acordo com Sandra Demétrio Lara, coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, o primeiro passo é entender que a queda costuma ser resultado de uma combinação de fatores. “O envelhecimento pode trazer alterações no equilíbrio, na visão, na força muscular e na mobilidade. Quando isso se soma a pisos escorregadios, tapetes soltos, iluminação inadequada ou uso incorreto de medicamentos, o risco aumenta significativamente”, explica.

Segundo a especialista, a prevenção das quedas deve envolver a pessoa idosa, familiares e cuidadores. “É importante observar o ambiente em que o idoso vive, incentivar consultas regulares e estimular hábitos que fortaleçam o corpo e favoreçam a independência . Pequenas adaptações podem evitar acidentes graves”, afirma.

Abaixo, veja como alguns cuidados simples podem ajudar a prevenir a queda de pessoas idosas.

Tapetes soltos, fios aparentes, móveis em áreas de circulação e objetos espalhados pelo chão devem ser removidos ou reorganizados. A passagem precisa estar livre, especialmente entre quarto, banheiro e sala.

Ambientes escuros aumentam o risco de tropeços. O ideal é manter interruptores acessíveis , utilizar luzes de apoio em corredores e banheiro e garantir boa visibilidade durante a noite.

Banheiros são os locais de maior risco por causa da umidade. Barras próximas ao vaso sanitário e dentro do box, além de tapetes antiderrapantes, ajudam a oferecer mais segurança.

Chinelos frouxos, sapatos escorregadios ou calçados com solado gasto devem ser evitados. O mais indicado é optar por modelos fechados, confortáveis e com solado antiderrapante.

Alterações na visão, audição, pressão arterial e equilíbrio podem contribuir para quedas. Por isso, o acompanhamento regular com profissionais de saúde é essencial, assim como a revisão do uso de medicamentos.

Exercícios orientados ajudam a melhorar força, equilíbrio, flexibilidade e coordenação. A prática deve respeitar as condições de saúde de cada pessoa e contar com orientação profissional quando necessário.

Tonturas frequentes, fraqueza, dificuldade para caminhar, quedas anteriores ou medo excessivo de se movimentar devem ser avaliados. “Uma queda nunca deve ser banalizada. Mesmo quando não há fratura aparente, é importante investigar a causa para evitar novos episódios”, orienta Sandra Demétrio Lara.

A coordenadora reforça que prevenir quedas é também uma forma de preservar a autonomia e o bem-estar, e não de limitar a independência da pessoa idosa. Pelo contrário, significa criar condições para manter a segurança, a mobilidade e a qualidade de vida . “O cuidado começa na rotina. Quanto mais seguro for o ambiente e mais ativa e acompanhada estiver a pessoa idosa, maiores são as chances de envelhecer com independência e qualidade de vida”, conclui.

Por Luana Figueiredo

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