Menino reclama de milho de R$ 10 ao vivo na TV no ES e viraliza: “Estava duro”

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Publicado em 13 de Outubro de 2026 às 15:21

Ana Elisa Bassi

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“O milho estava duro, estava muito ruim!” . A reclamação de Davi Morones Miura, de 11 anos, sobre um milho cozido comprado por R$ 10 na Praia da Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, foi parar na televisão e ganhou repercussão nas redes sociais. O menino abordou o repórter Gustavo Ribeiro durante uma entrada ao vivo no Gazeta Meio Dia, da TV Gazeta, na segunda-feira (12), feriado de Nossa Senhora Aparecida e Dia das Crianças.

Morador de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro , Davi estava com a mãe no município capixaba para aproveitar os dias de folga. O repórter mostrava a movimentação na praia quando o menino se aproximou e pediu para falar.  (Assista ao vídeo acima)


“Posso falar? Eu comprei um milho, estava R$ 10 reais e ele estava duro, hein?!”, reclamou Davi.


“Vai lá reclamar, tem que reclamar no Procon”, respondeu o repórter, em tom descontraído.

“O milho estava duro, estava muito ruim”, reforçou o turista carioca.


Após a exibição, o vídeo passou a circular em diferentes perfis nas redes sociais e acumulou milhares de visualizações. 

Ao g1, Davi disse  que ficou feliz com a repercussão e que não esperava que a reclamação fosse além da televisão. 

Fiquei muito feliz, eu achei que só ia passar na TV, mas agora todo mundo continua vendo. Minha prima compartilhou com os amigos. O milho estava duro mesmo, duro e sem sal

Davi Morones Miura Criança que reclamou do milho

A mãe de Davi, a empresária do ramo infantil Aline Morones, contou que o filho sempre foi extrovertido, mas que não sabia que ele pretendia abordar o repórter.

“Não me surpreendeu. Ele é desse jeitinho mesmo, desde pequeno sempre foi bem falante, bem extrovertido. Mas eu não sabia que ele ia abordar o repórter, ele falou que queria só aparecer atrás”, contou.

Ainda na praia, Aline começou a receber mensagens de familiares capixabas com gravações do momento exibido na televisão .

“Eu estava na praia, não tinha visto na TV. Comecei a receber mensagens de pessoas que gravaram, parentes. Até eu compartilhei o trecho do vídeo depois. Nos comentários, as pessoas falaram sobre a iniciativa dele, perguntaram até o signo, para entender essa relação com a comida”, disse a mãe.

Nas redes sociais, internautas brincaram com a situação e elogiaram a postura do menino. “Tá certinho o Davi, procurou logo a TV para manifestar sua indignação”, escreveu uma pessoa.

Até a diretora-geral do Instituto Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor do Espírito Santo (Procon-ES), Letícia Nogueira, cometou o caso. Ao g1, ela afirmou que a situação relatada pelo menino pode ser motivo de reclamação.

“É um caso de Procon, sim. Ele comprou um produto e não estava de acordo com o que ele queria, não estava gostoso, não estava saboroso. Nesses casos, o consumidor pode pedir o dinheiro de volta ou a troca do produto, e é o consumidor que escolhe o que prefere. Se não conseguisse resolver, aí poderia abrir um registro”, explicou.

Letícia afirmou que o Procon-ES realiza ações preventivas nas praias durante todo o ano, com orientações aos consumidores, e intensifica o trabalho no verão.

“O que eu consigo fazer pelo Davi agora é dar orientação e fazer a fiscalização preventiva, mas não consigo saber quem é a pessoa que vendeu. Então, em casos como esse, é importante registrar, tirar foto. Esses vendedores são cadastrados, existe meio de chegar até eles”, disse.

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Segundo a diretora, crianças da idade de Davi costumam conhecer o Procon, mas é raro que se manifestem espontaneamente sobre seus direitos sem serem estimuladas por adultos.

Como forma de incentivar o interesse do menino pelo tema, Letícia disse que vai enviar a ele e aos primos um kit educativo de “fiscal mirim”.

“A gente tem o trabalho no estado, atuando na escola, nas ações itinerantes. Já que ele está tão empoderado, vamos enviar para ele e para os primos o material educativo, para transformar ele em um fiscal mirim”, afirmou.

O consumidor pode registrar uma reclamação no Procon-ES no site oficial do órgão, ou presencialmente, mediante agendamento. É importante guardar comprovantes da compra, fotos e outras informações que ajudem a identificar o vendedor e comprovar o problema.

Consumidores podem buscar o canal Denúncia Eletrônica, disponível no site do Procon-ES. Caso o prefira pessoalmente até o órgão, o agendamento também deverá ser feito pela internet.

*Com informações do g1 ES

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