Vídeo não mostra ritual satânico durante ato pró-Lula na Paulista
Por Luiz Fernando Menezes — Aos Fatos | Em busca da verdade na política – feed
O vídeo em que um homem menciona Satanás ao cantar para uma multidão na avenida Paulista não foi gravado no ato de apoio ao presidente Lula (PT) no domingo (11), como afirmam nas redes. O registro é de agosto deste ano e mostra a apresentação de um cântico de Quimbanda, religião afro-brasileira orientada ao culto a exus e pombagiras, na 4ª Marcha para Exu.
Postagens com o conteúdo enganoso reuniam ao menos 220 mil visualizações no X e 6.000 curtidas no Instagram nesta terça-feira (13).
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CAMPANHA DE LULA VIRA RITUAL DE INVOCAÇÃO

Publicações têm compartilhado um vídeo em que um homem canta “aê, Satanás, Satanás, cadê você?” para uma multidão na avenida Paulista como se ele tivesse sido registrado na manifestação pró-Lula de domingo (11). As imagens, no entanto, foram gravadas no dia 16 de agosto, durante a 4ª Marcha para Exu.
O vídeo mostra o momento em que o artista Joia do Couro entoa um ponto de Quimbanda, religião afro-brasileira focada no culto a exus e pombagiras (veja abaixo). O cantor desmentiu no Instagram que a gravação tenha sido feita na manifestação de domingo.
Aos Fatos não encontrou nenhuma gravação semelhante que tenha sido feita no ato pela reeleição do petista. A Marcha para a Democracia foi organizada por movimentos sociais e por fã-clubes de artistas e contou com a presença de Lula (PT).
Desde então, apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) têm compartilhado imagens falsas para criticar o ato. Aos Fatos desmentiu, por exemplo, que uma mulher havia sido flagrada cheirando cocaína no meio da manifestação e que uma foto mostraria uma mulher negra limpando as pichações feitas em estações do metrô paulistano.
Essa peça de desinformação também foi checada pela Agência Lupa.
O caminho da apuração
Aos Fatos fez uma busca reversa dos prints do vídeo viral e encontrou a publicação original no perfil do artista. A reportagem também procurou registros de imagens semelhantes que pudessem ter sido feitas no último domingo (11), mas não as localizou.
Por fim, Aos Fatos recuperou outras checagens publicadas sobre a manifestação pró-Lula.