Tereza Cristina: “sempre disse que gostaria de ser a primeira mulher presidente do Senado”
Por João Antonio Cunha — Brasil 247
247 – A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou nesta segunda-feira (12) que deseja se tornar a primeira mulher a presidir o Senado Federal. Em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews, ela disse que já conversou com o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e com outros parlamentares sobre a possibilidade de assumir o comando do Legislativo.
Na metade de seu mandato de oito anos, a senadora afirmou que ainda não decidiu se disputará a reeleição. Segundo ela, a possibilidade de ocupar a presidência do Senado representa uma oportunidade de deixar um legado, especialmente para as mulheres.
“Eu sempre disse que gostaria de ser a primeira mulher presidente do Senado, mesmo porque eu tenho comigo que esse talvez seja o meu único mandato no Senado, eu não sei se eu quero disputar outro, e eu gostaria de deixar um legado, principalmente para as mulheres”, afirmou.
Tereza Cristina disse que mantém conversas com colegas sobre a sucessão na Casa, mas ressaltou que a definição dependerá da composição do Senado a partir de 2027. Questionada sobre a possibilidade de disputar o posto contra Alcolumbre, a parlamentar afirmou que essa hipótese não foi descartada.
“Isso nunca foi colocado, eu sempre disse a ele que eu gostaria de ser a sua sucessora, a sua sucessora pode ser agora ou pode ser depois, então a gente tem que ver como é que as coisas vão se encaminhar”, disse.
A senadora também mencionou Rogério Marinho (PL-RN), que tem interesse em disputar a presidência do Senado. De acordo com ela, sua posição política a aproxima do parlamentar. “É claro que eu, sendo uma senadora de centro-direita, vou estar muito mais alinhada com o Rogério Marinho, que também tem essa pretensão”, afirmou.
Segundo Tereza Cristina, o resultado do segundo turno da eleição presidencial também terá influência nas articulações para a escolha do próximo presidente do Senado.
Tereza Cristina quer mudanças na PEC da escala 6×1
A senadora também comentou a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, cuja votação está prevista para quarta-feira (14).
Ela afirmou que pretende discutir com integrantes da oposição a apresentação de emendas para modificar o texto. Para a parlamentar, a proposta precisa ser debatida por mais tempo, especialmente em relação aos possíveis efeitos sobre a economia e o emprego.
“Mas vai ser colocada para votar, eu acho que talvez a pressa seja eleitoreira, nós precisaríamos ter mais tempo para essa discussão, mas tudo indica que será colocada na quarta-feira, e aí nós vamos ter que votar, vamos votar, e tentar talvez algumas emendas para tentar melhorar a PEC, porque eu acho que ela pode ser melhorada”, disse.
A senadora também apontou a necessidade de avaliar os possíveis efeitos da redução dos dias trabalhados sobre os preços e a disponibilidade de mão de obra em determinadas atividades. Apesar das ressalvas, ela afirmou que não é contrária à ampliação do descanso semanal dos trabalhadores.
Senadora vê espaço para discutir impeachment de ministros do STF
Na entrevista, Tereza Cristina também avaliou que haverá espaço no Senado, a partir de 2027, para discutir pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a parlamentar, o tema esteve presente nas campanhas eleitorais para o Senado e deverá ser objeto de cobrança sobre os representantes eleitos. “Eu vejo ambiente sim, vejo que foi uma pauta”, afirmou.
A senadora ponderou que a discussão sobre a atuação do Supremo não deve ser a única prioridade da próxima legislatura, mas reconheceu que o assunto ganhou espaço nas eleições.
“Infelizmente, esse foi um tema que foi central nessas eleições e nós seremos cobrados, sim, por abrir para investigar o que está acontecendo, os fatos que estão aí postos sobre o Supremo Tribunal Federal”, disse.
Fonte: Brasil 247