TSE investiga Marçal por ataques a Lula e suspeita de esquema digital em apoio a Flávio Bolsonaro

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Por Dayane Santos — Brasil 247

247 – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriu uma investigação sobre a atuação de Pablo Marçal e da plataforma Brasil 22 Token em ações de apoio à candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL). O processo apura suspeitas de divulgação de informações falsas contra o presidente Lula (PT) e de oferta de criptomoedas a usuários que compartilhassem conteúdos favoráveis ao parlamentar.

A investigação foi determinada pelo ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, relator do caso, em resposta a uma ação apresentada pela campanha de Lula, que disputa a reeleição. Um dos eixos da ação de investigação judicial eleitoral é a suspeita de que Pablo Marçal tenha divulgado declarações de Lula editadas para alterar o sentido das falas do presidente e favorecer Flávio Bolsonaro na disputa eleitoral.

A apuração deverá examinar o conteúdo das publicações e sua possível relação com a campanha do senador do PL.

O processo também envolve o Brasil 22 Token, site que oferecia criptomoedas aos usuários em troca do compartilhamento de publicações favoráveis a Flávio Bolsonaro. A iniciativa levanta questionamentos sobre a utilização de incentivos financeiros ou de ativos digitais para estimular a circulação de conteúdo político durante a campanha.

O ministro concedeu prazo de cinco dias para que a campanha do PL e Marçal apresentem suas defesas diante das acusações. A abertura da investigação não representa, por si só, uma conclusão sobre a ocorrência de irregularidades: os fatos ainda serão examinados pela Justiça Eleitoral.

TSE não analisa retirada imediata de perfis

A campanha de Lula também solicitou a suspensão do perfil de Pablo Marçal e do site Brasil 22 Token. O ministro, porém, não examinou de imediato os pedidos de retirada do conteúdo do ar.

Cueva determinou que a campanha petista informe, em 72 horas, quais outros processos já discutem a atuação dessas páginas. A medida busca esclarecer a existência de ações paralelas antes de uma eventual decisão sobre a remoção dos conteúdos.

A condução do caso indica que o tribunal pretende concentrar a análise das suspeitas no âmbito processual adequado, sem antecipar uma decisão definitiva sobre as acusações apresentadas pelas campanhas.

Fonte: Brasil 247

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