Arábia Saudita e Irã discutem escalada militar no Oriente Médio

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Por José Reinaldo — Brasil 247

247 – O ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Bin Farhan, conversou por telefone com seu homólogo iraniano, Abbas Araghchi, sobre a escalada militar no Oriente Médio e os esforços para responder à crise.

Segundo a agência Prensa Latina, o contato ocorreu em um cenário de ataques a instalações aeroportuárias sauditas e dificuldades de navegação no Estreito de Ormuz.

Um comunicado do Ministério das Relações Exteriores saudita, publicado na rede social X e citado pela agência, informou que a ligação partiu do chanceler do Irã. Os ministros discutiram “a recente escalada na região e os esforços que estão sendo feitos em resposta”.

A nota não detalhou quais iniciativas foram examinadas nem divulgou resultados da conversa. As informações apresentadas também não permitem afirmar que o contato tenha produzido um acordo entre os dois países.

A segurança das instalações aeroportuárias está entre os pontos de tensão na região.

O Aeroporto Internacional Rei Khaled, em Riade, sofreu um ataque no sábado. Autoridades sauditas informaram que houve mortes e centenas de feridos, mas os relatos divulgados apresentam números diferentes de vítimas.

A reportagem também menciona um ataque de domingo, atribuído pela Coalizão de Apoio à Legitimidade no Iêmen ao movimento Houthi. A coalizão advertiu que responderá com firmeza à ação.

A atribuição de responsabilidade exige distinguir os episódios relatados. Segundo a agência, as autoridades sauditas não divulgaram publicamente elementos conclusivos que identifiquem os responsáveis por todos os incidentes contra as instalações aeroportuárias do país.

Além dos ataques em território saudita, o confronto entre Irã, Estados Unidos e Israel afeta a circulação de embarcações pelo Estreito de Ormuz. A passagem marítima enfrenta restrições e dificuldades de tráfego em meio às hostilidades.

O estreito ocupa uma posição estratégica no comércio internacional por funcionar como uma rota de transporte de petróleo e gás. As interrupções na navegação atingem, assim, um corredor importante para o abastecimento mundial de hidrocarbonetos.

Fonte: Brasil 247

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