Festival do Rio 2026 anuncia vencedores; ‘A Margem do Rio’ é o grande vencedor
Por Cine NINJA — Mídia NINJA

Produção de temática LGBTQIA+ conquistou o Troféu Redentor de Melhor Longa de Ficção e outros prêmios; cerimônia no Cine Odeon encerrou a 28ª edição do festival
Cine NINJA
Frente de cinema e audiovisual da Mídia NINJA, reúne uma comunidade de realizadores, distribuidores, produtores e comunicadores que buscam se conectar e construir uma outra cena audiovisual no Brasil e no mundo.
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Cine NINJA
11 de outubro de 2026
23:46
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Frente de cinema e audiovisual da Mídia NINJA, reúne uma comunidade de realizadores, distribuidores, produtores e comunicadores que buscam se conectar e construir uma outra cena audiovisual no Brasil e no mundo.
O Festival do Rio encerrou sua 28ª edição neste domingo (11), com uma cerimônia de premiação no Cine Odeon, no Centro do Rio de Janeiro. A noite reuniu os vencedores dos Troféus Redentor da Première Brasil e da mostra Novos Rumos, além dos premiados nas mostras Première Latina e Expectativa e no Prêmio Felix. Rita Von Hunty, personagem criada por Guilherme Terreri, foi escolhida Personalidade do Ano do Prêmio Suzy Capó.
Ao longo da edição de 2026, o festival exibiu 101 produções brasileiras, entre longas e curtas-metragens, das quais 45 participaram das mostras competitivas oficiais. A programação também contou com produções internacionais, sessões especiais e atividades que aproximaram realizadores e público. Segundo a organização, mais de 150 mil pessoas participaram do evento, que teve apresentação da atriz Vanessa Giácomo e do ator Rafael Infante na cerimônia de encerramento.
Entre os destaques da Première Brasil, “A Margem do Rio”, de Enock Carvalho e Matheus Farias, conquistou o Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem de Ficção, além de prêmios técnicos e de atuação. Já “Elza”, dirigido por Eryk Rocha, venceu na categoria de Melhor Longa-Metragem Documentário. “Vicentina Pede Desculpas”, de Gabriel Martins, também teve destaque, conquistando os prêmios de Melhor Direção de Ficção, Melhor Roteiro e Melhor Longa-Metragem de Ficção pelo Voto Popular.
Na disputa documental, “Fui Olhar Você Dormir”, de Anna Azevedo, foi escolhido pelo público como Melhor Longa-Metragem Documentário. Entre os curtas, “Santo”, de Maria Luísa Alves, recebeu o Troféu Redentor de Melhor Curta-Metragem. A premiação também reconheceu trabalhos individuais em atuação, montagem, fotografia, direção de arte, figurino, som e trilha sonora original, refletindo a diversidade de profissionais envolvidos nas produções selecionadas.
A mostra Novos Rumos premiou “Não Estamos Sonhando”, de Ulisses Arthur, como Melhor Longa-Metragem, enquanto “Ondas de Silêncio”, de Caio J. Bonfim, venceu como Melhor Curta-Metragem. Na categoria de Melhor Longa pelo Voto Popular da mostra, o público escolheu “O Deserto de Luiza”, de Alan Minas. O Prêmio Especial do Júri foi concedido ao elenco do curta “Um Domingo”, dirigido por Maíra Bühler e Rô Albuquerque.
O Prêmio Felix, dedicado ao cinema de temática LGBTQIA+, reconheceu “A Margem do Rio”, de Enock Carvalho e Matheus Farias, como Melhor Filme Brasileiro, e “Em Segredo” (“À voix basse”), de Leyla Bouzid, como Melhor Filme Internacional. “Pai e Pai” (“Father, Father”), de Jake Witzenfeld, venceu como Melhor Documentário. O júri também concedeu o Prêmio Especial a “Morfeu e Caronte”, de Jocimar Dias Jr. e Luiz Ulian, e uma menção honrosa a “Elefantes na Névoa” (“Tinīharū”), de Abinash Bikram Shah.
Os júris da crítica e da imprensa estrangeira também anunciaram seus escolhidos. O prêmio da FIPRESCI, Federação Internacional de Críticos de Cinema, reconheceu “LONDON”, de Victor di Marco e Márcio Picoli, como Melhor Filme Brasileiro, e “Seis Meses no Prédio Rosa e Azul” (“Seis Meses en el Edificio Rosa con Azul”), de Bruno Santamaría Razo, como Melhor Filme Latino. Já a Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira no Brasil premiou “Me Deixa Ser” (“Let Us Be”), de Viviane D’Avilla, como Melhor Filme, com menção honrosa para “144 – Apocalipse Não”, de João Paulo Cuenca.
Na mostra Expectativa, o público escolheu “Maria Vitória”, de Mário Patrocínio, para receber o Prêmio Aquisição TV Globo. Na Première Latina, o filme mais votado foi “Seis Meses no Prédio Rosa e Azul”, de Bruno Santamaría Razo, que recebeu o Prêmio Aquisição Telecine, voltado à aquisição e à ampliação da circulação da obra.

Todos os premiados do Festival do Rio 2026
Première Brasil — Júri Oficial
- Melhor Longa-Metragem de Ficção: “A Margem do Rio”, de Enock Carvalho e Matheus Farias.
- Melhor Longa-Metragem Documentário: “Elza”, de Eryk Rocha.
- Melhor Curta-Metragem: “Santo”, de Maria Luísa Alves.
- Melhor Direção de Ficção: Gabriel Martins, por “Vicentina Pede Desculpas”.
- Melhor Direção de Documentário: Camila Valença, por “Cão Sem Plumas”.
- Melhor Ator: Victor di Marco, por “LONDON”.
- Melhor Atriz (ex aequo): Isabel Teixeira, por “Diário do Fogo”, e Grace Passô, por “A Professora de Francês”.
- Melhor Ator Coadjuvante: Pedro Goifman, por “A Professora de Francês”.
- Melhor Atriz Coadjuvante: Renna Costa, Artia e Ísis Broken, por “A Margem do Rio”.
- Melhor Roteiro: Gabriel Martins, por “Vicentina Pede Desculpas”.
- Melhor Montagem (ex aequo): Cristina Amaral, Fabio Meira e Juliano Castro, por “A Extraordinária Vida de Vera Valdez”; e Cristiane Oliveira e Tula Anagnostopoulos, por “Ela Foi Ali Guardar o Coração na Geladeira”.
- Melhor Fotografia: Luciana Baseggio, por “A Margem do Rio”.
- Melhor Direção de Arte: Ana Paula Cardoso, por “Funk”.
- Melhor Figurino: Samy Sill, por “LONDON”.
- Melhor Som: Moabe Filho, Guma Farias, Daniel Turini e João Victor Coura, por “A Margem do Rio”.
- Melhor Trilha Sonora Original: Florencia Di Concilio, por “A Professora de Francês”.
- Prêmio Especial do Júri: “O Filho da Puta”, de Erica Maradona, Tania Anaya, Otto Guerra e Sávio Leite.
- Melhor Longa-Metragem Documentário — Voto Popular: “Fui Olhar Você Dormir”, de Anna Azevedo.
- Melhor Longa-Metragem de Ficção — Voto Popular: “Vicentina Pede Desculpas”, de Gabriel Martins.
Mostra Novos Rumos
- Melhor Longa-Metragem: “Não Estamos Sonhando”, de Ulisses Arthur.
- Melhor Curta-Metragem: “Ondas de Silêncio”, de Caio J. Bonfim.
- Melhor Direção: Thais Fujinaga, por “Talismã”.
- Melhor Atriz: Nina Prado, por “O Deserto de Luiza”.
- Melhor Ator: Pedro Leão, por “Não Estamos Sonhando”.
- Prêmio Especial do Júri: elenco do curta “Um Domingo”, de Maíra Bühler e Rô Albuquerque.
- Melhor Longa-Metragem — Voto Popular: “O Deserto de Luiza”, de Alan Minas.
Prêmio Felix
- Melhor Filme Brasileiro: “A Margem do Rio”, de Enock Carvalho e Matheus Farias.
- Melhor Filme Internacional: “Em Segredo” (“À voix basse”), de Leyla Bouzid.
- Melhor Documentário: “Pai e Pai” (“Father, Father”), de Jake Witzenfeld.
- Prêmio Especial do Júri: “Morfeu e Caronte”, de Jocimar Dias Jr. e Luiz Ulian.
- Menção Honrosa: “Elefantes na Névoa” (“Tinīharū”), de Abinash Bikram Shah.
Prêmio Suzy Capó
- Personalidade do Ano: Rita Von Hunty / Guilherme Terreri.
Prêmio Aquisição TV Globo — Mostra Expectativa
- Voto do Público: “Maria Vitória”, de Mário Patrocínio.
Prêmio Aquisição Telecine — Mostra Première Latina
- Voto do Público: “Seis Meses no Prédio Rosa e Azul” (“Seis Meses en el Edificio Rosa con Azul”), de Bruno Santamaría Razo.
Prêmio FIPRESCI — Federação Internacional de Críticos de Cinema
- Melhor Filme Brasileiro: “LONDON”, de Victor di Marco e Márcio Picoli.
- Melhor Filme Latino: “Seis Meses no Prédio Rosa e Azul” (“Seis Meses en el Edificio Rosa con Azul”), de Bruno Santamaría Razo.
Prêmio da Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira no Brasil
- Melhor Filme: “Me Deixa Ser” (“Let Us Be”), de Viviane D’Avilla.
- Menção Honrosa: “144 – Apocalipse Não”, de João Paulo Cuenca.
Fonte: Mídia NINJA
