Atos massivos mostram a força social para derrotar Flávio Bolsonaro, a 6×1 e o imperialismo

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Por Redação — Esquerda Diário

Há forças sociais que desejam combater nas ruas o reacionarismo bolsonarista e o imperialismo norte-americano.

Neste domingo, houve atos massivos em todo o país, em cidades como Recife, Niterói, Campinas, João Pessoa, e em São Paulo uma multidão encheu a Avenida Paulista, com Lula e todo o governo de Frente Ampla. Havia um clima de manifestação estendido, em rechaço a Flávio Bolsonaro, à extrema direita que povoa o Congresso e ao imperialismo de Donald Trump.

Foi uma forte demonstração de forças contra Flávio Bolsonaro e seu projeto reacionário que quer transformar o Brasil em uma colônia dos EUA. O ato foi convocado pelo governo, com os limites da linha política de conciliação que veio levando até aqui. Apesar disso, o contingente que esteve nas ruas mostrou que há forças sociais que desejam combater nas ruas o reacionarismo bolsonarista e o imperialismo norte-americano.

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O caminho efetivo é o da luta, por isso é tão importante que os atos tenham se mostrado cheios. Se essa força ultrapassa os objetivos eleitorais, essa energia pode derrotar não apenas os planos atuais de Flávio, mas toda a herança direitista que precariza nossas vidas há anos e que está sobrevivendo e se fortalecendo também por causa da política de conciliação de classes.

E não é à toa que o ódio cresce: o programa econômico ultraliberal, a la Milei, de Flávio representa mais ajustes contra a população, cortes no orçamento público, deterioração dos serviços essenciais, precarização do trabalho, aumento do endividamento. Trump está usando as big techs para interferir no que pode este processo eleitoral, enquanto negocia com a extrema direita seus interesses extrativos e geopolíticos no Brasil.

O autoritarismo judiciário joga a favor dessa extrema direita, não só durante o golpe institucional de 2016, mas agora, com Kássio Nunes Marques suspendendo a conta de Whatsapp de Janones “Soldados do Lula”, a fim de favorecer Flávio, ou André Mendonça, mandando a CUT apagar postagens críticas ao bolsonarismo. São parte da escória judicial que não foi eleita por ninguém, cheia de privilégios e chafurdada em corrupção, como mostra o caso Master. Essa extrema direita se apoia no peso de setores como o agronegócio, nas cúpulas das Igrejas, nas Forças Armadas e em uma parte expressiva do empresariado mais interessado em condições cada vez mais selvagens de exploração, os principais beneficiados pela Reforma Trabalhista – como o exemplo de Luciano Hang da Havan, que disse a seus funcionários que, com o fim da escala 6×1, teriam que buscar outro emprego, em uma medida de coação.

Como viemos batalhando, as manifestações de rua precisam se multiplicar e se radicalizar, associar estudantes e trabalhadores que queiram colocar toda a sua energia na coordenação das lutas, por cada local de trabalho e estudo, por demandas concretas atacadas pela extrema direita, como é agora a batalha pelo fim da escala 6×1. Como dissemos neste Esquerda Diário, é necessário que as centrais sindicais convoquem imediatamente, já, uma greve geral para arrancar esse direito de massas contra o qual Flávio colocará suas tropas conservadoras.

Ver aqui: Greve geral já pelo fim da escala 6×1: a chave para derrotar Flávio Bolsonaro e os escravistas

Lutamos contra Flávio e a extrema direita, pela via mais efetiva, a mobilização independente e anti-imperialista para derrotar nossos inimigos: nenhum voto em Flávio Bolsonaro!

Chamamos cada um a não se resignar neste momento e a preparar um forte combate contra nossos inimigos com a força da classe trabalhadora, da juventude e de toda população oprimida, com os métodos de luta que fazem a extrema direita e os capitalistas tremerem: a organização e mobilização.

Fonte: Esquerda Diário

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