PT busca descobrir quem gravou Daniel Vorcaro na prisão e solicitará quebra de sigilo

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Por João Antonio Cunha — Brasil 247

247 – O setor jurídico da campanha do Partido dos Trabalhadores (PT) pretende solicitar à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) que identifiquem todas as pessoas que visitaram Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, durante o período em que esteve preso. A iniciativa busca descobrir quem gravou o áudio divulgado pela revista Veja em que ele afirma ter financiado um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo a coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de São Paulo, publicada neste domingo (11), o pedido dará atenção especial aos visitantes que entraram nas unidades prisionais com equipamentos capazes de registrar conversas.

A campanha também pretende solicitar a quebra de sigilo telemático das pessoas identificadas. O objetivo é investigar uma possível violação de sigilo funcional e outros crimes relacionados à gravação e à divulgação do material.

A Procuradoria-Geral da República suspeita que a gravação tenha sido realizada ilegalmente dentro da prisão com finalidade eleitoral. Caso tenha ocorrido dessa maneira, o registro violaria as regras de segurança do estabelecimento prisional, onde visitantes não poderiam entrar com celulares ou gravadores.

Vorcaro está preso na Papudinha, em Brasília. A PF nega que ele tenha prestado depoimento ou entregado documentos sobre um suposto financiamento do documentário intitulado “Lula”, conforme informação publicada pela Veja.

Defesa também suspeita de gravação ilegal

Parte da equipe de defesa de Vorcaro, composta por 23 profissionais, também acredita que o áudio tenha sido obtido ilegalmente, mas em um período anterior à sua divulgação. Segundo essa hipótese, o material teria sido divulgado apenas agora por razões eleitorais.

Entre as possibilidades levantadas está a participação de agentes públicos, integrantes da própria defesa ou visitantes que tenham conseguido contornar os procedimentos de segurança da prisão. Até o momento, não há identificação confirmada do responsável pela gravação.

Durante o período em que Vorcaro esteve sob custódia da Polícia Federal, advogados podiam entrar com computadores e gravadores para registrar depoimentos destinados às negociações de um eventual acordo de colaboração premiada. Já na Papudinha, as conversas com advogados podem ocorrer por videoconferência, o que também permitiria a gravação dos diálogos.

A equipe de Oliver Stone afirma que nunca solicitou nem recebeu recursos de Vorcaro e que não foi informada sobre a suposta solicitação de financiamento.

Fonte: Brasil 247

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